Zalazar num lance em que tenta passar por Catamo - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Zalazar num lance em que tenta passar por Catamo - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Zalazar trabalhou para rapar tudo da Horta que rendeu boa colheita (as notas do SC Braga)

Uruguaio foi o mais esclarecido em campo, jogou no lado aposto ao habitual e não se notou qualquer diferença. Capitão está sempre no sítio certo e à hora exata. João Moutinho, maestro no miolo, travou luta quezilenta com Hjulmand e ainda foi à área causar calafrio

Lukas Hornicek (5) — O checo esteve muito concentrado na missão que tinha, com boa visão de jogo e poder de antecipação. Nada podia fazer para evitar o primeiro golo e no penálti ainda adivinhou que a bola ia cair na direita, mas não lhe chegou. Pelo meio, negou golo a Suárez (25’) com o braço direito, segurou um calcanhar de Fresneda (64') e uma cabeçada de Diomande (83').

Lagerbielke (5) Acabou por ser o elo mais forte na linha de três defesas, embora tenha dividido culpas com Paulo Oliveira no lance do primeiro golo dos leões. O sueco pautou a exibição com espírito combativo e olho bem atento aos truques que (habitualmente) saem dos pés de Pote.

Paulo Oliveira (4) — Surgiu no eixo da defesa e, diga-se, nem sempre esteve confortável. No lance do golo inaugural não se conseguiu elevar de modo a evitar que Gonçalo Inácio cabeceasse a bola que veio de um canto! Amarelado à segunda falta sobre Suárez (41’) ficou mais exposto e, por isso, não se regressou do balneário após o intervalo.

O melhor em campo: Zalazar (nota 7)
O uruguaio esteve muito bem vigiado por Hjulmand, desde o início do jogo, tendo-se posicionado na esquerda, sendo que habitualmente cai na direita e, diga-se, não se notou qualquer diferença. Foi encontrando muitas linhas de passe fechadas, viu muitas vezes os dentes cerrados de Fresneda, mas a mestria veio ao de cima no lance do primeiro golo. Após impressionante domínio na receção da bola perfeito, deixou Catamo nas covas e, de cabeça bem levantada, colocou a bola no coração da área para entrada triunfante de Horta. Ainda criou perigo num livre direto, aos 77' viu Hjulmand desviar-lhe um remate que seguia para a baliza de Rui Silva, e, já nos descontos, voltou a mostrar frieza na conversão de um penálti (é o novo golo que marca dos 11 metros). Sem dúvida um jogador diferenciado, que trata a bola por tu.

Arrey-Mbi (4) — O lado esquerdo da defesa foi a fragilidade da equipa e por onde foi criada a maioria das jogadas de perigo dos verdes e brancos. O alemão não teve pulso para suster o ímpeto atacante de Geny Catamo, uma missão espinhosa, sem dúvida. De braço aberto quando Suárez tentou picar a bola, acabou por fazer penálti (45’).

Víctor Gómez (6) — Grande leitura de jogo e capacidade de colocar a bola (com olhos) onde quer. Travou duelos interessantes com Maxi Araújo e cresceu na segunda parte, o que lhe valeu punhado de bons cruzamentos, na direita. Aos 75’ quase empatou, valendo defesa atenta de Rui Silva mesmo sobre a linha de baliza.

João Moutinho (6) — Passe fantástico na largura para Zalazar fazer o resto no golo que, aos 34', valeu empate. Travou duelo de titãs com Hjulmand no miolo, algo quezilento até. Antes de sair (67’) conseguiu ludibriar os defesas leoninos, soltou-se dentro da área, mas depois nem saiu remate, nem cruzamento.

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Grillitsch (6) — Bateu-se bem com Ousmane Diomande, ganhando-lhe alguns lances. Na primeira parte mastigou um pouco o jogo no meio-campo, mas o jogo não estava favorável a grandes desenvolvimentos. Aos 50’ grande corte a passe de Fresneda, com Pote já à espera da bola no coração da área, e aos 87’ tentou a sorte com um remate à entrada da área.

Diego Rodrigues (5) — É certo que sentiu algumas dificuldades com o 'bailar' característico do moçambicano Geny Catamo, mas, diga-se, correu muito, principalmente para ajudar a fechar a defesa (mais débil do lado esquerdo) nos contra-ataques do Sporting.

Ricardo Horta (7) — O capitão não sabe jogar mal. O peso que tem na manobra da equipa é inegável, tanto a nível posicional como de influência. Jogou no lado direito, e bem, conseguindo levar a melhor sobre Maxi Araújo umas quantas vezes. Vai buscar jogo quando é preciso, organiza e, claro, marca. O primeiro golo foi um hino à finalização, após excelente entendimento com Zalazar. Ainda conseguiu mão cheia de ocasiões para importunar a defesa leonina.

Pau Víctor (5) — Não tendo sido o jogo em que mais conseguiu explanar o jogo que o caracteriza, o espanhol 'sacou' um bom cruzamento (56’), a encontrar Víctor Gómez na área, que bem se esticou, mas não chegou à bola. Ainda 'deu' um cartão amarelo a Diomande (58’), ao tentar fazer-lhe uma rotunda — bola para um lado e tentou passar pelo outro —, sem jogo de rins o costa-marfinense recorrer à falta para o parar.

Gabriel Moscardo (5) — Rendeu o amarelado Paulo Oliveira e mostrou credenciais. Integrou-se muito bem no jogo, não se acanhou nos duelos (não ficou condicionado pelo cartão amarelo aos 63', após derrubar Catamo, e ainda desarmou Suárez um par de vezes.

Gorby (4) — O francês, de 23 anos, entrou aos 68', para equilibrar a luta a meio-campo e ajudar na transição para ofensiva. Nem sempre tomou as melhores decisões, sem, no entanto, ter comprometido.

Gabri Martínez (5) — Integrou-se muito bem, ajudou a equipa a montar o cerco à área do Sporting e esteve na jogada do penálti, ao obrigar Inácio a corte difícil antes de o defesa pôr a mão à bola

Fran Navarro (4) — Lançado aos 78', com o intuito de refrescar o ataque, não se notou.

Mario Dorgeles (-) — Entrou a dois minutos do fim, nem deu para suar a camisola.