Voltou Pedro Gonçalves... e agora? O plano para Luís Guilherme ser figura no Sporting
Luís Guilherme deixou os primeiros sinais positivos em Arouca. O extremo brasileiro de 19 anos, contratado ao West Ham no início de janeiro, começou já a deixar marca no Sporting e promete ser peça estratégica na luta pelos objetivos do clube esta época — entre títulos e um projeto de longo prazo, que passa por moldar um talento que ofereça rentabilidade desportiva e financeira.
Após passagem discreta pelo futebol inglês — com poucas oportunidades no West Ham —, Rui Borges vê em Luís Guilherme um talento tecnicamente dotado, capaz de acrescentar profundidade, criatividade e desequilíbrio à linha ofensiva. Ele que chegou a Alvalade num momento em que a equipa se encontrava debilitada, perante inusitada onda de lesões, e procurava dinamizar o jogo ofensivo com novas soluções, sobretudo nas alas. As primeiras aparições (com o Casa Pia e Arouca) foram marcadas não só pela mobilidade que ofereceu, como também pelo envolvimento no jogo ofensivo, com boas movimentações. Os primeiros sinais de uma boa integração na dinâmica coletiva da equipa.
PRIMEIROS SINAIS EM AROUCA
Esses (bons) sinais coincidem, curiosamente, com o regresso de... Pedro Gonçalves, figura nuclear, na asa esquerda do ataque, a mesma onde o extremo tem aparecido nas primeiras semanas. Estará, então, o caminho fechado para uma afirmação? Não. Rui Borges, sabe A BOLA, tem plano um bem definido para o crescimento do brasileiro. Que até começou a ser colocado em prática em Arouca. Um plano que permitirá uma maior variabilidade e flexibilidade tática na frente de ataque. Passamos a explicar...
Primeiro ponto: Luís Guilherme vai mesmo entrar mesmo nas contas para o ataque. E projeta-se para ser peça influente. E se Pedro Gonçalves, nas melhores condições físicas, será naturalmente indiscutível no ataque, a entrada do extremo permitirá, por sua vez, uma rotação noutros setores. Uma delas, como foi visível em Arouca, permite a (rara) gestão e descanso de Trincão no corredor central. E com Luís Guilherme, Pedro Gonçalves poderá ser solução na esquerda mas também na posição 10. Assim como Daniel Bragança, que também pode fazer essa mesma função, mas igualmente a posição 8.
Segundo ponto: o regresso de Pedro Gonçalves não significa o fim das aspirações de Luís Guilherme no Sporting, mas eleva o nível da concorrência. O caminho do brasileiro para entrar no onze fica mais exigente mas não impossível, até porque no entender do treinador é possível coabitarem no onze. Isto porque o camisola 31 oferece maior intensidade e verticalidade. Funções bem diferentes das que Pedro Gonçalves tem quando joga na esquerda do ataque.
Em resumo: a intenção do brasileiro, neste período, passa por aproveitar todas as oportunidades. Pois terá espaço e minutos. Será parte ativa da estratégia para o imediato, oferecendo mais soluções, mas esse papel será bem mais abrangente a médio prazo, em 2026/2027, pois a projeção é que possa tornar-se na peça que irá liderar uma nova revolução no ataque dos leões.