Mateo Kovacic foi a figura do lado croata, mas nada conseguiu fazer para evitar a eliminação - Foto: IMAGO

Vlasic desafinou sinfonia de Modric e Kovacic (as notas da Croácia)

Orquestra croata começou por tocar baixinho, na primeira parte, afinou no início do segundo tempo, foi desafinada por Vlasic, mas nunca deixou de tocar até ao apito final. A Portugal, valeu Diogo Costa... e os foras de jogo
A figura: Mateo Kovacic

Se Modric foi (e é) um maestro, Mateo Kovacic foi o músico principal. O grande motor do conjunto balcânico. Sem medo de pegar na bola e arriscar, rompeu linhas, acelerou o jogo, sobretudo no segundo tempo, e fez a baliza portuguesa tremer. Acertou no poste, obrigou Diogo Costa a uma defesa monumental e foi o coração da reação croata. Faltou-lhe o golo... para o bem de Portugal.

Livakovic começou por ser o salvador da Croácia, resolvendo dois problemas logo na primeira parte. Sem culpas nos golos sofridos.

Stanisic sofreu perante Rafael Leão, recuado quase sempre pela velocidade do português, mas redimiu-se quando finalmente ganhou espaço para subir e desenhar o cruzamento perfeito para o golo de Perisic, que atuou do lado esquerdo da defesa, mas lembrou que continua a ser um atacante de raiz ao aparecer na área para marcar. Sutalo esteve firme, enquanto Pongracic caiu no duelo decisivo com Gonçalo Ramos nos descontos.

Modric voltou a reger a orquestra croata com a batuta da experiência e da classe, talvez no seu derradeiro espetáculo pela seleção. Sucic e Baturina passaram mais ao lado da partida do que dela fizeram parte.

Budimir foi engolido pela defesa portuguesa; Matanovic entrou para abanar o jogo e obrigou Diogo Costa a uma defesa de luxo. Vlasic foi dos mais irreverentes... até desafinar com o penálti cometido sobre Renato Veiga. Pasalic e Gvardiol ainda ameaçaram estragar a festa portuguesa nos instantes finais.

As notas da Croácia

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