Rui Rodrigues foi eleito a 13 de junho e apresenta agora o seu primeiro orçamento - Foto: Vitória de Guimarães
Rui Rodrigues foi eleito a 13 de junho e apresenta agora o seu primeiro orçamento - Foto: Vitória de Guimarães

Vitória de Guimarães apresenta orçamento e Rui Rodrigues deixa mensagem

Os conquistadores projetam um resultado final negativo de quase 1,2 milhões de euros. «O sucesso depende do trabalho diário de inúmeras áreas que, muitas vezes, atuam nos bastidores», afirma o presidente

O Vitória de Guimarães divulgou, nesta quinta-feira, o orçamento para a nova época desportiva.

Os rendimentos totais perspetivados para a temporada 2026/27 (excluindo os que respeitam exclusivamente à SAD) ascendem a 5,32 milhões de euros, enquanto os gastos ascendem aos 4,64 milhões. 

O emblema da Cidade-Berço projeta, assim, um saldo positivo de quase 675 mil euros entre rendimentos e gastos totais, mas um resultado final negativo que quase chega aos 1,2 milhões de euros - por consequência dos gastos com amortizações e juros.

De referir que o documento apresentado contempla a atividade do clube, mas não a da SAD - a entidade que tutela o futebol profissional e a maioria do futebol de formação.

O clube vimaranenses detalhou também que espera arrecadar 3,02 milhões de euros em receitas com quotas de associados e venda de lugares anuais em 2026/27, com esse valor a repartir-se, detalhadamente, por 2,34 milhões de euros de quotização e 674 mil euros em lugares anuais no Estádio D. Afonso Henriques.

O orçamento tem discussão e votação marcada para a Assembleia Geral marcada para o dia 24 de julho, às 20h, no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense. 

Os trabalhos iniciar-se-ão com a leitura e aprovação da ata da Assembleia Geral realizada no dia 24 de outubro de 2025. Só depois virá a apresentação do orçamento anual para o exercício do ano associativo 2026/2027 feito pela nova Direção. Seguir-se-á a leitura do parecer do Conselho Fiscal sobre o orçamento apresentado, bem como a sua discussão e votação.

Por fim, haverá 30 minutos dedicados à discussão de outros assuntos com interesse para os conquistadores.

«O sócio no centro de todas as decisões»

O documento inicia com uma mensagem do recém-eleito presidente (vitorioso nas eleições de 13 de junho, por dois votos), Rui Rodrigues. O dirigente escreve que «um clube moderno deve colocar o sócio no centro de todas as decisões». Por isso, «escutar os sócios, compreender as suas necessidades, melhorar continuamente a experiência que lhes é proporcionada e criar novas formas de participação é uma prioridade permanente».

«Cada decisão deve ser avaliada pelo impacto que tem na vida dos vitorianos e servir sempre para reforçar o sentimento de pertença e a ligação ao clube», refere, antes de enaltecer que o «sucesso depende do trabalho diário de inúmeras áreas que, muitas vezes, atuam nos bastidores».

«Quando existe um alinhamento entre todas estas estruturas, o clube torna-se mais eficiente, mais ágil e mais capaz de responder aos desafios do presente e do futuro. Esta união exige uma visão transversal da organização. Cada departamento deve, por isso, compreender as necessidades dos restantes, partilhar conhecimento, comunicar de forma transparente e procurar soluções conjuntas», acrescenta.

No mesmo registo escrito, o conselho fiscal dá um parecer favorável por unanimidade ao orçamento, recomendando, todavia, «uma rotina de controlo mensal para a validação da base de receitas recorrentes e a definição de limites de despesa por área, em especial nas modalidades». 

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