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Vinícius fala de penálti falhado e Ancelotti explica opção por Bruno Guimarães
A escolha de Bruno Guimarães para marcar o penálti a favor do Brasil contra a Noruega, logo aos 14 minutos de jogo, que acabaria por ser defendido pelo guarda-redes Nyland, foi do selecionador Carlo Ancelotti. A garantia foi dada por Vinícius Junior após a derrota por 1-2, que ditou a eliminação da seleção brasileira nos oitavos de final do Mundial 2026.
O avançado do Real Madrid assegurou que estava disponível para assumir a cobrança, mas que a decisão do treinador foi soberana e não gerou qualquer debate interno.
«O Mister escolhe antes quem vai bater. Ele escolheu o Bruno. Nunca fui vaidoso, nunca quis ser o 'artilheiro' [melhor marcador] da competição e por isso é que bateu o Bruno. Ele batia melhor do que eu, e por isso o Mister escolheu, eu nunca fugi da responsabilidade», afirmou Vinícius.
Por sua vez, Carlo Ancelotti justificou a sua opção com base em dados estatísticos. «Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater penáltis é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli», explicou o técnico italiano, acrescentando que, com os principais marcadores ausentes do relvado, a escolha recaiu sobre o médio. «Escolhemos o Bruno Guimarães porque pensámos que era o melhor em campo», concluiu.
Bruno Guimarães rematou a meia altura, permitindo a defesa ao guardião norueguês. Na última época, ao serviço do Newcastle, converteu as duas grandes penalidades que cobrou, embora não fosse o marcador oficial da equipa.
Já Vinícius marcou cinco de sete penáltis pelo Real Madrid. Pela seleção, tinha convertido uma cobrança num particular contra a Guiné, em 2023. A fechar houve outro penálti, mas já com Neymar em campo foi ele a cobrar e marcar, fixando o 1-2 aos 90+10.