Jonas Vingegaard não quer pagar mais de impostos e está contra nova taxa. IMAGO
Jonas Vingegaard não quer pagar mais de impostos e está contra nova taxa. IMAGO

Vingegaard votou por correspondência contra imposto para milionários

O ciclista que está na Volta à Catalunha, tal como o português João Almeida, até encontrou forma de votar para tentar chumbar a proposta do governo da Dinamarca, que pode abanar as suas finanças e revelar-se um rombo nos 4,5 milhões de euros que recebe da Visma

Jonas Vingegaard, um dos ciclistas mais bem pagos do mundo, manifestou-se contra a proposta de um novo imposto sobre a fortuna que a Dinamarca quer aplicar, argumentando que os mais ricos são essenciais para financiar associações.

Jonas Vingegaard, cujo salário na Visma-Lease a Bike é estimado em 4,5 milhões de euros, posicionou-se publicamente contra a proposta dos sociais-democratas dinamarqueses para a criação de um novo imposto sobre a fortuna. A medida, que está a gerar um intenso debate no país e é um dos temas centrais das próximas eleições, prevê uma taxa de 0,5% sobre patrimónios superiores a 25 milhões de coroas (cerca de 3,35 milhões de euros) para singulares e 50 milhões de coroas (6,7 milhões de euros) para casais.

À margem da Volta à Catalunha, o bicampeão do Tour de France explicou a sua posição ao canal dinamarquês TV2. «Pessoalmente, não vejo interesse em instaurar um tal sistema», afirmou Vingegaard, que já votou por correspondência. O ciclista defende que os mais ricos desempenham um papel crucial na criação de riqueza e no apoio a causas sociais.

«São muitas vezes os mais ricos que financiam realmente as associações. E se os proprietários tiverem de pagar um imposto sobre a fortuna, terão de encontrar esse dinheiro em algum lado...», argumentou.

Apesar da sua oposição, e ao contrário de outros milionários que ameaçaram deixar a Dinamarca caso a lei seja aprovada, Vingegaard garante que não planeia mudar-se para um paraíso fiscal. O atleta e a sua esposa, que também é sua agente, optaram por permanecer no país, numa altura em que muitos dos seus rivais, como Julian Alaphilippe e Tadej Pogacar, residem em Andorra e no Mónaco, respetivamente.

O trepador da Visma investiu grande parte da sua fortuna em imobiliário, sendo proprietário de cinco imóveis, quatro dos quais localizados na pequena cidade de Glyngore.

Recorde-se que, depois de ter vencido dois Tours de France e a Vuelta no passado mês de setembro, Vingegaard prepara-se agora para competir no Giro em maio, com o objetivo de conquistar as três grandes voltas antes do seu rival Pogacar.