Villas-Boas tentou convencer Lewandowski a assinar pelo FC Porto, revela agente
Pini Zahavi, agente de Robert Lewandowski, revelou, em entrevista ao WP SportoweFakty, que André Villas-Boas tentou convencer o avançado polaco a assinar pelo FC Porto, ele que se encontrava livre depois de ter terminado contrato com o Barcelona.
Questionado sobre as opções na Europa em cima da mesa para o ponta de lança, o empresário israelita foi categórico: o jogador não aceitou nenhuma. «Em Espanha, só lhe interessava o Barcelona, a Alemanha não era uma opção, e a França também não, porque nunca o atraiu. Também não considerámos a Inglaterra», explicou, antes de falar do interesse dos dragões.
«Sim, aconteceu, eu também falei com ele [Villas-Boas]. Conheço bem o Robert e sabia o que ele procurava. Queria divertir-se com a bola, sentir-se um líder, amar e ser amado. E o FC Porto podia garantir-lhe isso, pelo que parecia uma opção interessante», explicou, acrescentando que o emblema azul e branco «o queria muito» e «tentou convencê-lo até ao último momento», sendo que o presidente portista chegou mesmo a contactar diretamente o atacante de 37 anos. Contudo, Lewandowski não aceitou mudar-se para Portugal, tendo assinado, antes, pelo Chicago Fire, da MLS.
Zahavi revelou também que o polaco rejeitou uma proposta astronómica da Arábia Saudita em janeiro, no valor de 100 milhões de euros por temporada, por desejar permanecer na Catalunha.
O israelita de 83 anos, um dos mais influentes empresários do futebol mundial, foi a figura central por trás de algumas das maiores transferências da história, como a de Neymar para o PSG e a aquisição do Chelsea por Roman Abramovich. Mais recentemente, orquestrou a ida de Lewandowski para o Barcelona e a contratação de Hansi Flick como treinador do clube catalão.
A mudança para os Estados Unidos foi motivada pela forte insistência do clube americano. «Os chefes do Fire lutaram por ele mais do que qualquer outra pessoa», afirmou Zahavi, destacando a determinação e criatividade da equipa de Chicago para garantir a contratação. «Ofereceram-lhe o segundo maior contrato da MLS, logo a seguir a Leo Messi. Chicago queria mesmo o Robert», acrescentou.
A saída dos blaugrana, sublinhou, foi motivada por razões desportivas. Embora o presidente Joan Laporta quisesse que o avançado permanecesse por mais um ano, a decisão final sobre o plantel coube ao diretor-desportivo Deco e ao treinador Hansi Flick. «Eles não podiam garantir a Robert um lugar no onze inicial, o que para ele era mais importante até do que o dinheiro», esclareceu o agente. Perante esta nova visão para o futuro do clube, começaram a ser exploradas outras opções.
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