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Viking Haaland não abranda e Senegal paga a fatura (crónica)
Dois jogos, duas vitórias e mais dois golos para o Viking Erling Haaland. A Noruega venceu o Senegal por 3-2 na madrugada desta terça-feira e já se qualificou para a fase a eliminar do Mundial 2026, resta saber se em primeiro ou segundo lugar. Apesar de terem tido resultados bastante diferentes na jornada inaugural - os africanos perderam por 1-3 com a França e os nórdicos golearam o Iraque por 4-1 -, nenhuma das equipas mudou sequer uma peça no onze inicial para este segundo jogo.
Porém, curiosamente, quem fez o único golo da primeira parte foi um jogador que… não foi titular. Pedersen, que rendeu o lesionado Ryerson logo aos 12 minutos, abriu o marcador já perto do final. Odegaard tentou assistir Haaland, mas um péssimo alívio de Koulibaly ofereceu o golo ao lateral, que estava a fazer a sua estreia no Mundial e somou o primeiro golo pela seleção em 37 jogos.
Mendy ficou um pouco mal na fotografia, com a bola ir praticamente à figura, mas a verdade é que evitou dois golos cantados no primeiro tempo. Primeiro a Ajer nos minutos iniciais, na sequência de quatro cantos consecutivos, e depois a Odegaard, que já tinha ameaçado antes e depois viu o guarda-redes a negar-lhe um golo de trivela num um para um. Só que o ídolo senegalês foi de herói a vilão.
Antes do intervalo, Mendy voltou a fazer asneira, desequilibrando-se e deixando a bola à mercê de Haaland, que, surpreendentemente, não aproveitou este erro inacreditável e falhou de baliza aberta (acertou no poste), embora o remate fosse de um ângulo complicado. Não marcou no final da primeira parte, marcou no início da segunda e num contra-ataque conduzido e assistido por Odegaard. Melhor combinação era impossível. Terceiro golo de Haaland em dois jogos e com o pai a assistir nas bancadas do Estádio MetLife, em Nova Jérsia (Estados Unidos), onde Alf-Inge Haaland também jogou uma partida de Campeonato do Mundo, em 1994, pela Noruega.
Erling Haaland follows in his father's footsteps and features in a #FIFAWorldCup game in New York New Jersey 🤝 pic.twitter.com/8u1OLPz7fx
— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) June 23, 2026
O problema, para a Noruega, é que a resposta foi praticamente imediata e Sadio Mané mostrou que também é estrela com uma assistência de calcanhar para Ismaila Sarr, que, em esforço, reduziu e deu esperança aos senegaleses. Haaland ficou frustrado com o golo sofrido e foi obrigado a voltar ao trabalho. Depois do bis de Messi e Mbappé, o avançado do Manchester City não quis ficar atrás: marcou outra vez e continua na luta pelo estatuto de melhor marcador do torneio. No processo, Mendy saiu lesionado ao tentar evitar o segundo tento do adversário. A assistência foi de Berg, que rendeu Fredrik Aursnes (Benfica), titular, ao intervalo. Schelderup entrou os 71 minutos e ainda protagonizou uma jogada individual brilhante, mas o passe não saiu bem para o que seria o hat trick de Haaland.
Parecia que o jogo estava decidido, mas foi relançado já na compensação. Sarr igualou Haaland com um bis e Ajer, em claras dificuldades físicas como muitos dos seus colegas, teve culpas. O defesa saiu muito mal da área para tentar afastar de cabeça um cabeceamento perigoso, falhou, e a bola sobrou para o jogador do Crystal Palace. Até ao fim, os nórdicos suaram para garantir os três pontos, mas conseguiram-no e os festejos com os adeptos não foram para menos. Assim, o Senegal está obrigado a vencer o Iraque, e vice-versa, para sonhar com o apuramento como um dos 8 (de 12) melhores terceiros classificados.
Quem mais? Haaland guiou a Noruega para mais uma vitória neste Mundial e com mais dois golos. Depois de uma primeira parte em branco e com um falhanço, entrou na segunda a todo o gás e soma quatro golos em dois jogos. Tantos quanto Mbappé e um a menos do que Messi. É, também, já o melhor marcador de sempre do país em Campeonatos do Mundo. Bastaram 180 minutos de futebol.
Depois de 28 anos de ausência em Campeonatos do Mundo, os noruegueses voltaram com tudo e vão disputar o primeiro lugar do grupo I com a França, já tendo lugar na próxima fase. Porém, este golo sofrido nos minutos finais teve impacto direto nas contas da última jornada. Antes do bis de Sarr, a Noruega estava no topo do grupo e bastava o empate com a França para segurar o primeiro lugar, devido à diferença de golos, mas a situação inverteu-se. Uma coisa é certa, vai ser um grande jogo de futebol!
Tal como Haaland, Sarr também bisou e tentou carregar a equipa do Senegal nas costas durante toda a partida com a sua velocidade e técnica. Primeiro a partir da ala, a posição em que está mais confortável, mas foi numa zona mais central em que brilhou e marcou dois golos, ambos a aparecer como um autêntico ponta de lança na área. Mas não foi suficiente para um ponto.
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