Schjelderup representa a Noruega no Mundial - Foto: Imago
Schjelderup representa a Noruega no Mundial - Foto: Imago

Schjelderup recorda convite recusado: «Solbakken disse-me que podia estar no Barcelona»

Extremo norueguês recuou sete anos para explorar início de relação com selecionador. Mundial é experiência «surreal» para jogador do Benfica

Andreas Schjelderup vive o sonho ao serviço da Noruega no Mundial 2026. O extremo do Benfica estreou-se em fases finais da prova diante do Iraque (4-1), na terça-feira.

O jovem de 22 anos recordou a experiência «surreal» no podcast Spillerhotellet, da Federação Norueguesa de Futebol, na companhia do amigo Antonio Nusa. «Olhar em redor e ver o estádio repleto de adeptos noruegueses, a família e os amigos nas bancadas... Fico com arrepios só de pensar nisso», explicou.

Schjelderup não esconde o orgulho por representar a Noruega no Mundial: «Nós, que crescemos sem a Noruega nas fases finais, sonhávamos com isso, e de repente estamos lá. Aconteceu muito rápido.» O extremo do Benfica integrou o grupo de trabalho norueguês de forma contínua no início da fase de qualificação, em março de 2025.

O «timing» foi «bom», mas Schjelderup garante que o Mundial 2026 figurava na «lista de objetivos» há «muito tempo». O extremo de 22 anos entrou em campo aos 73' para o lugar do amigo Antonio Nusa.

Os dois avançados garantem que a luta pela titularidade não interfere na relação de amizade que mantêm. «Não pensamos muito nisso. Esperamos jogar os dois juntos alguma vez. Isso seria o melhor para a equipa», frisou Schjelderup. Nusa reiterou que a dupla pode ser aposta em simultâneo: «Temos características diferentes, Isso é muito bom- sabemos que podemos jogar juntos, veremos quando acontece.»

Nusa e Schjelderup em Marbella - Foto: @andreasschjelderup/instagram
Nusa e Schjelderup em Marbella - Foto: @andreasschjelderup/instagram

A relação próxima com o selecionador

Schjelderup é um dos jogadores mais acarinhados pelo selecionador, Stale Solbakken. O extremo do Benfica recuou sete anos para recordar o início da relação com o técnico: «Visitei o Copenhaga aos 15 anos quando ele era o treinador. Foi muito simpático, falou comigo e com o meu pai, mas acabei por escolher o Nordsjælland

«Acho que ele ainda não superou isso [risos]. Ele lembra-me disso em todos os estágios», reiterou. Schjelderup conta que alternativa encontrada pelo Copenhaga foi Roony Bardghji, antigo alvo do FC Porto que rumou ao Barcelona no verão de 2025.

Schjelderup revelou que o sucesso de Bardghji serviu de arma de arremesso de Solbakken: «Ele disse-me que estaria no Barcelona se tivesse aceite o convite.» O programa recordou ainda uma interação entre Schjelderup e o selecionador durante um treino de preparação para o Mundial: «Gastei dias, horas e minutos a tentar contratá-lo para o Copenhaga, mas ele disse 'Não, quero jogar mais minutos.'»

Elogios a Aursnes

Nusa e Schjelderup deixaram também rasgados elogios a... Frederik Aursnes. Questionado sobre com quem gostaria de dividir quarto durante o Mundial, o extremo do Leipzig foi perentório: «Pude conhecer mais o Aursnes e gosto da maneira como vive. É um rapaz inteligente, impecável, tem boas rotinas, calmo. Não teria stress. Deita-se cedo e acorda cedo.»

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