Falta um dia para a final de Budapeste entre PSG e Arsenal - Foto: IMAGO
Falta um dia para a final de Budapeste entre PSG e Arsenal - Foto: IMAGO

Vem aí a final da Champions: o que nos dizem os números?

Olhando para as estatísticas da UEFA chegamos à conclusão que estarão, na final da Champions, no Puskás Aréna, em Budapeste, equipas com abordagens bem diferentes ao jogo. E ambas com sucesso

Quase todos somos levados à tentação de dizer que Arsenal e PSG têm mais em comum do que as diferenças que demonstram na abordagem ao jogo. A previsão é quase geral… a final da Champions será jogo com muitos golos, futebol de ataque e onzes com mais artistas do que operários.

Mas talvez não seja bem assim, pelo menos se olharmos para os números da época e fizermos uma comparação entre clubes. Um dado salta à vista: não seria fácil de antecipar, mas o jogador que mais correu na Liga dos Campeões foi Vitinha. Afinal, os artistas também podem ser operários…

Mas já lá vamos, antes o coletivo, que ninguém ganha sem um conjunto dinâmico, mas forte a remar para o mesmo lado, com solidariedade e conjugação de esforços.

De um lado estará o Arsenal, que conquistou a Premier League 22 anos depois de uma longa travessia no deserto. Teve uma luta intensa com o Manchester City que durou praticamente até à última jornada. O PSG manteve uma tendência e conquistou o estatuto de pentacampeão, sendo que nas últimas 15 épocas ganhou 12 (!).

E como é de números que falamos, diga-se que o campeão inglês disputou 38 jornadas, enquanto o francês teve menos quatro. Contudo, o rendimento é muito semelhante, com os britânicos a ganharem 26 jogos e os gauleses 24.

Leva-nos estes dados para a fama de duas equipas que têm dos ataques mais letais do mundo e neste aspeto diga que a formação de Luis Enrique acabou com 74 golos e a de Mikel Arteta com 71. Assim sendo, média de 2,18 por jogo do PSG e 1,87 do Arsenal.

Comportamentos similares, algo que não aconteceu na Liga dos Campeões. O Arsenal fez um passeio na fase de Liga, com pleno de vitórias e o primeiro lugar. Bem mais atribulada a caminhada dos franceses, que ganharam apenas quatro dos oito jogos, o que os obrigou a jogar o play-off e dessa forma fazerem mais dois jogos que o adversário da final.

Máquinas goleadoras

Já o referimos, PSG e Arsenal conquistaram por direito próprio o estatuto de equipas temíveis ofensivamente, algo que já fez Luis Enrique dizer que o PSG terá de enfrentar uma das equipas mais competentes do mundo ofensivamente, dizendo que o grande responsável é o compatriota Mikel Arteta. Sim, que esta é final 100 por cento espanhola no que a treinadores diz respeito.

Já lhe dissemos que o PSG fez mais dois jogos que o Arsenal (16 e 14) e uma breve análise leva-nos para vantagem clara do PSG no campo ofensivo. Tem 44 golos, enquanto os ingleses marcaram 29, o que representa 2,75% para o campeão francês e 2,08 para os britânicos. Sem dúvida que são registos incríveis para os dois conjuntos, mas com vantagem clara para uma das equipas.

Bem vistas as coisas, o PSG tem sido muito mais forte em missão ofensiva, mas existe o reverso da medalha: quem muito ataca, arrisca-se a sofrer mais e aí está a estatística para o provar.

O Arsenal sofreu apenas 6 golos, enquanto os parisienses consentiram 22 (0,43% 3 1,38%), sendo que a equipa da Arteta não sofreu qualquer golo em nove encontros e a de Luis Enrique em cinco.

Assim, sendo mudemos o paradigma. Talvez seja mais correto dizer que é final do melhor ataque do mundo contra uma das defesas mais competentes.

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