Vasco Vilaça e Ricardo Batista no pódio na Sardenha      Fotografia WTCS
Vasco Vilaça e Ricardo Batista no pódio na Sardenha Fotografia WTCS

Vasco Vilaça: «É o melhor ano de sempre para mim. Foi incrível!»

Triatleta olímpico nacional feliz com a segunda vitória em três etapas do circuito do campeonato do mundo de triatlo e por, pela primeira vez, ter havido dois lusos no pódio face ao 3.º lugar conseguido por Ricardo Batista a que se junta o 7.º de João Nuno Batista

Vasco Vilaça registou, este sábado, a sua segunda vitória consecutiva em etapas do Campeonato do Mundo de triatlo, ao triunfar em Alghero, Itália, e assim assumir a liderança da competição. O pódio contou ainda com a presença de Ricardo Batista, que terminou no 3.º lugar, marcando um feito inédito para Portugal no circuito.

Depois da vitória em Samarcanda, no Uzbequistão, há cerca de um mês, Vilaça, de 26 anos, voltou a impor-se, desta vez na Sardenha, ao completar a prova em 1.45,16h. O triatleta do Benfica destacou-se no último quilómetro do segmento de corrida, deixando para trás o brasileiro Miguel Hidalgo, que ficou a 19s, e o compatriota Ricardo Batista, a 29s.

Com este resultado, Vasco , 5.º nos Jogos de Paris-2024, lidera o Mundial com 2000 pontos, mais 150 do que Hidalgo. «É o melhor ano de sempre para mim. Além de estar muito feliz, é uma confiança enorme para esta qualificação olímpica e para o Campeonato do Mundo», começou por declarar à agência Lusa.

O dia foi ainda histórico para o triatlo português, com a estreia de dois triatletas no pódio de uma etapa do Mundial. «Mais do que isso, também estou muito feliz por toda a equipa de Portugal», congratulou-se Vilaça, visivelmente satisfeito pelo primeiro pódio de Ricardo Batista no campeonato.

«Foi incrível, foi incrível [subir ao pódio com o amigo Ricardo]. Lembro-me muito bem quando o segundo qualificado chegou à meta, estava a cumprimentá-lo e, depois, de repente, só vejo o Ricardo a passar em terceiro e ponho as mãos na cabeça. É surreal! Estou tão, tão contente por ele», contou o triatleta da Amadora.

Pódio em português: Miguel Hidalgo, Vasco Vilaça e Ricardo Batista Fotografia WTCS

Para Vilaça, este início de época avassalador não tem «segredos», mas é fruto de «muitos anos de treino e de experiência competitiva que, finalmente, depois de 10 ou 11 medalhas em etapas do Campeonato do Mundo, começam a encontrar o caminho para a vitória».

Note-se que a Seleção ainda viu João Nuno Batista a terminar na 7.ª posição, a 37s de Vilaça. Na classificação geral do Mundial, Ricardo Batista, de 25 anos, subiu ao 4.º lugar (1.435 pontos), enquanto João Nuno Batista, de 20 anos, ascendeu ao 14.º (854 pontos).

Vilaça considera que a Seleção Nacional, que ambiciona qualificar três elementos para os Jogos de Los Angeles-2028, está «no caminho certo». «Estamos com a equipa mais forte de sempre e a posicionar o país, não só nós, mas a nação nesta qualificação olímpica», concluiu.

Quanto a Ricardo Batista mostrou-se, naturalmente, satisfeito por ter terminado de bronze. «É muito especial, porque foi o Vasco Vilaça a ganhar a prova, por o pódio todo a falar português, o que é sempre um orgulho imenso, e, também, pelo meu irmão João Nuno ter conseguido o 7.º lugar», explicou Ricardo Batista, acrescentando que tem o sentimento «de começar o período de qualificação olímpica com o pé direito».

Ricardo frisou ainda que, apesar de ter estado próximo em outras ocasiões, este foi o primeiro pódio numa prova da World Triathlon Championship Series], o que «significa bastante para mim».

Vasco Vilaça regressa agora a Girona, em Espanha, para preparar a 4.ª etapa do Circuito, que será disputada em Quiberon (França), entre 20 e 21 de junho.

No sector feminino, Maria Tomé concluiu o percurso no 20.º lugar, depois de ter sido 14.ª no Uzbequistão.

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