Suárez decidiu, de penálti, o Sporting-FC Porto das meias-finais da Taça de Portugal - foto: Sérgio Miguel Santos
Suárez decidiu, de penálti, o Sporting-FC Porto das meias-finais da Taça de Portugal - foto: Sérgio Miguel Santos

O leão até demorou, mas Fofana é que chegou tarde (crónica)

Penálti de Luis Suárez decidiu primeira mão da meia-final, num jogo intenso, como é da praxe dizer, mas nem por isso bem jogado. Farioli mexeu mais na equipa, Rui Borges leva vantagem para visita ao Dragão

Francesco Farioli ficou visivelmente irritado com a demora do Sporting em aparecer para a segunda parte, mas acabou por ser um dragão, no caso Fofana, a chegar verdadeiramente atrasado no clássico da primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. O médio franco-marfinense cometeu penálti sobre Hjulmand, e assim o Sporting ganhou vantagem ao FC Porto na disputa por um lugar no Jamor.

Pode ficar sempre bem dizer que o duelo de Alvalade foi intenso, mas isso não estabelece relação direta com qualidade. E se os leões demoraram a voltar ao relvado depois do intervalo, na primeira parte também apareceram mais tarde do que os dragões.

Rui Borges foi a jogo com o atual onze de gala, o mesmo pelo terceiro encontro consecutivo, mas Francesco Farioli apresentou seis alterações na equipa titular, deixando KiwiorFroholdt ou Gabri Veiga no banco. A jogar fora a primeira mão, ainda para mais, talvez fosse de esperar um dragão mais expectante, pelo menos nos instantes iniciais, mas a equipa azul e branca entrou com chama, pressionante, a encostar o leão ao covil.

William Gomes deixou um aviso logo no primeiro minuto, e foi preciso esperar mais cinco para ver a equipa da casa trocar a bola no meio-campo ofensivo, sendo que a primeira oportunidade leonina surgiu ao minuto 16, com um remate de pé contrário de Fresneda, do limite da área, a passar bem perto do poste.

Galeria de imagens 33 Fotos

Pouco depois foi a canhota de Geny Catamo a entrar ao serviço, mas a primeira parte foi pobre em oportunidades, e a partir dos 25 minutos - até ao descanso – ainda entrou numa fase com mais quezílias, protestos e paragens do que espetáculo daquele que interessa. Isto apesar dos constantes ajustes de parte a parte, na tentativa de baralhar o adversário, com Rui Borges a trocar Geny e Luis Guilherme de lado, por exemplo, ou Farioli a pedir a Pepê para aparecer no vértice mais adiantado de um losango a meio-campo, deixando Moffi a cair entre Diomande e Fresneda.

Quando houve gritos ou braços no ar, na primeira metade, foi para protestar, com o Sporting a pedir penálti de Rosario e (sobretudo) um segundo amarelo para Alberto.

Farioli, que já tinha sido obrigado a trocar o lesionado Bednarek pelo compatriota Kiwior, ainda antes do intervalo, decidiu depois deixar o lateral direito português no balneário. Pepê assumiu essa posição, com Froholdt a entrar para o meio-campo e Mora a passar para a esquerda.

A etapa complementar arrancou logo com um estrondoso pontapé de Alan Varela que encontrou o poste da baliza de Rui Silva, mas a partir daí, curiosamente, houve ascendente do Sporting. Um pouco mais acentuado com a vantagem no marcador, mas criado antes disso.

O único golo do encontro surgiu de pontapé de penálti, convertido por Luis Suárez ao minuto 62, mas instantes antes da falta de Fofana, que chegou tarde a um lance com Hjulmand, já Varela tinha feito o impossível ao evitar o golo de Fresneda.

Farioli não demorou a reagir, mas Deniz Gul, Gabri VeigaPietuszewski (este mais tarde) não trouxeram melhorias à equipa azul e branca. O Sporting, mesmo sem oportunidades indiscutivelmente flagrantes, manteve-se mais perto da baliza contrária, e pelo menos assim segurou a vantagem para a visita ao Dragão.