Luís Flilipe em duelo com brasileiro Kaká; e o guarda-redes Quim atento ao lance — Foto: IMAGO
Luís Flilipe em duelo com brasileiro Kaká; e o guarda-redes Quim atento ao lance — Foto: IMAGO
Nélson Feiteirona Nélson Feiteirona

«Vamos perceber melhor que Benfica teremos esta época»

Luís Filipe esteve na equipa titular da última visita a Itália para defrontar o Milan. Jogou ao lado de Rui Costa, defrontou Kaká e outros craques e recorda, em conversa com A BOLA, um «ambiente incrível». Será, acredita, o jogo até agora mais difícil para as águias

MILÃO — A última vez que o Benfica jogou em casa do Milan foi a 18 de setembro de 2007, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Os encarnados perderam por 1-2 e viriam depois a empatar a 1-1, em Lisboa.

Um dos protagonistas desse encontro em Itália foi o lateral-direito Luís Filipe, que recorda, em conversa com A BOLA, alguns momentos desse duelo, apesar de «já ter passado muito tempo», admite o antigo jogador.

Luís Filipe teve então de enfrentar vários dos talentos mundiais que alinhavam no Milan, entre eles o brasileiro Kaká. «Era um jogador de enorme qualidade, mas, como também o conhecíamos bem, já sabíamos do que era capaz. Falo por mim: com todo o respeito, quando entrava em campo era apenas mais um adversário», recorda, lembrando igualmente que o «ambiente em San Siro era incrível».

Titular do Benfica nesse desafio, tal como aconteceria no encontro da Luz, Luís Filipe jogou ao lado de Rui Costa, atual presidente do clube da Luz. Pelo Milan, Rui Costa conquistou a Liga dos Campeões e o campeonato italiano, deixando uma marca importante no clube.

Os adeptos italianos souberam reconhecer o que Rui Costa tinha dado ao Milan. Houve, sem dúvida, admiração e respeito

«Era mais um jogador de nível mundial e, tendo passado tão pouco tempo desde que tinha jogado lá [entre 2001 e 2006], os adeptos italianos souberam reconhecer aquilo que ele tinha dado ao Milan. Houve, sem dúvida, admiração e respeito, e foi um grande momento», recorda o antigo lateral.

Da esquerda para a direita (em cima): Quim, Cardozo, Katsouranis, Miguel Vítor e Edcarlos. Em baixo: Rui Costa, Di María, Cristián Rodriguéz, Léo, Luís Filipe e Maxi Pereira — Foto: IMAGO

Luís Filipe diz ainda que Rui Costa esteve «sempre a procurar transmitir em campo a sua experiência», embora, ao intervalo desse jogo, quando o Benfica já perdia por 0-2, a mensagem tenha pertencido ao treinador, o espanhol José Antonio Camacho.

Para Luís Filipe, o encontro desta quarta-feira com o Milan será «o mais difícil» do Benfica neste início de época.

«Sem querer faltar ao respeito aos outros adversários, o Milan é um grande da Europa e está a atravessar uma fase de renovação com Ruben Amorim. Jogando fora de casa, será, ainda por cima, um jogo muito interessante para o Benfica», antecipa.

O antigo jogador acredita, contudo, que a equipa italiana está ao alcance das capacidades do Benfica. «A própria Itália atravessa um momento difícil, como se percebe pelas qualificações da seleção. Mas a verdade é que há sempre equipas muito fortes em Itália, pela rigidez tática e pela capacidade física. É verdade que o Milan não atravessa uma boa fase e há muitos anos que não ganha quase nada. Este jogo será interessante também para percebermos que Benfica vamos ter ao longo da época. Depois de algumas mudanças nos últimos anos, foi difícil perceber que equipa teríamos. Nesta temporada, depois de um primeiro resultado negativo, e do o empate com o Académico de Viseu na primeira jornada da Liga, a equipa abanou, mas conseguiu reerguer-se. Creio que vamos ter duas equipas empenhadas em mostrar que estão na Europa para ficar e para competir ao mais alto nível», afirma.

Sobre a eventual vantagem de Ruben Amorim por conhecer bem o adversário, Luís Filipe lembra que os dois treinadores «certamente se conhecem, até de Inglaterra», mas entende que esse fator não será decisivo. «São dois excelentes treinadores, vão querer mostrar o seu trabalho e o seu cunho», acredita.

Falando ainda sobre este Benfica, que tem revelado grande capacidade ofensiva, Luís Filipe espera agora uma resposta mais consistente do ponto de vista defensivo.

«Estas equipas passam a maior parte dos jogos a atacar e o ponto positivo do Benfica é que tem marcado muitos golos, mesmo contra equipas em bloco baixo, o que não é fácil. Por outro lado, é verdade que o Milan poderá criar mais dificuldades ao nível defensivo. Vamos ver como será o comportamento defensivo do Benfica. Acredito que haverá uma resposta.»

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