Capitã das águias olha para um percurso de oito anos nas encarnadas, onde esteve nos seis títulos conquistados nas últimas seis épocas. Recorda também passagem pelo SC Braga, onde iniciou o percurso em Portugal há 10 anos

«É muito fácil motivar o Benfica quando estão títulos em jogo»

Pauleta, capitã das águias, não esconde o orgulho por estar em todos os títulos do hexacampeonato, mas a ambição continua a ser a mesma. Recorda também as evoluções da última década em Portugal, onde joga há 10 anos

A representar o Benfica há oito anos, o percurso de Pauleta nas águias começou na segunda divisão e culminou, em 2025/26, com a conquista do hexacampeonato nacional. Mas, para a média, «é fácil» manter a vontade de ganhar títulos, tanto a nível pessoal como coletivo.

«Nós, atletas, estamos cá para ganhar, queremos estar em equipas que lutem por títulos. E estar num Benfica, saber que entramos em cada competição para ganhar é uma motivação extra para ir treinar todos os dias para o Benfica Campus. É muito fácil, e falo pela equipa toda, é muito fácil motivar esta equipa quando estão títulos em jogo», afirma, em conversa com A BOLA no media day da Liga BPI.

A média sente «muito orgulho» por ter feito parte de todos os títulos do hexacampeonato, uma viagem que começou em 2016, quando esteve «dois anos muito importantes no SC Braga», antes de chegar «ao Benfica na segunda divisão». «Conseguimos concretizar o objetivo que o clube tinha bem assente e que ambicionou no início. Olhando para trás, houve muitos momentos difíceis e de sacrifício de todas nós, mas ninguém nos tira esses seis campeonatos», afirma, com o tal orgulho notório.

Com 10 anos de carreira em Portugal, Pauleta destaca a «visibilidade» da Liga BPI como uma das maiores evoluções do futebol feminino em Portugal na última época. «Quando cheguei, não conhecia a realidade daqui. Lembro-me de tentar ver alguns jogos em diretos no Facebook e no Youtube. Para ver jogos nessa altura era muito difícil. Agora não, já há muita mais visibilidade.»

A jogadora de 29 anos também defende que «é importante os clubes investirem na jogadora», argumentando que «o Benfica é um grande exemplo disso», por ter querido sempre «valorizar a jogadora portuguesa, assim como trazer talento estrangeiro».

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