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Vai dar Cristiano Ronaldo no Mundial 2026
Cristiano Ronaldo chamou a si os microfones à partida da Seleção Nacional para os Estados Unidos, mas nem precisa disso para ser sempre o centro das atenções. À chegada à Flórida, foi também o primeiro a sair do avião e não serão necessárias grandes lições de semiótica para captar a mensagem: o capitão lidera.
À hora a que escrevo, não sei quem será o jogador a falar na primeira conferência de imprensa em Palm Beach, mas adivinho que o treino aberto terá muitos portugueses (e não só) sedentos de ver Ronaldo. Não é a primeira (nem segunda, nem terceira...) grande competição em que constatamos que, a nível mediático, Cristiano é maior do que Portugal - tentar contrariar isso é só ignorar a realidade.
Com 41 anos, e nos últimos quatro já fora dos grandes palcos do futebol, também não é a primeira (nem segunda, nem terceira...) vez que o debate sobre a titularidade de CR7 surge. Um debate que entendo, olhando para as prestações em campo e porque ninguém devia estar acima disso, mas que com o tempo fui admitindo ser inglório. Até por causa do que escrevi antes sobre o impacto deste jogador numa prova como um Mundial, a titularidade de Cristiano Ronaldo não está em causa.
Nem o selecionador, nem a Federação, já agora, deram qualquer sinal sobre isso. Creio que há quem o faça por teimosia, ou embirração, mas julgo que a grande maioria que entra nessa discussão o faz porque vê os jogos de Portugal e fica com a dúvida. «Estou bem, não têm visto os jogos?», reagiu o avançado, assim que percebeu que se a pergunta é feita, é porque há essa dúvida. Aqui vemos os jogos e, por isso, pôde ler em A BOLA, após o jogo com a Nigéria: «Esperava-se mais do 7 de Portugal.»
Mas não, não vou ceder à tentação de entrar no debate. Vai dar Cristiano Ronaldo no Mundial, resta saber quanto tempo e com que qualidade. É ao selecionador que cabe gerir a primeira e só CR7 pode garantir a segunda. Para os adeptos (ou deverei chamar-lhes fãs?), será certamente estranho a cada lance que o português demonstrar que já não está ao nível a que os habituou. Mas basta um penálti ou, por milagre, um livre em direção à baliza para as bancadas exultarem de alegria, rumo aos 1000 golos.
Quanto aos restantes jogadores da Seleção, há vários que são hoje melhores do que Cristiano, mas todos sabem que em grandeza não há comparação. Os olhares não estarão tanto sobre eles, por isso aproveitem. Não seria a primeira (nem segunda, nem terceira...) vez que alguém pode brilhar quando CR7 não está a ver.
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