Amadou Onana a chegar a um estágio da seleção belga (IMAGO)
Amadou Onana a chegar a um estágio da seleção belga (IMAGO)

Uma força da natureza que foi ao treino com saia masculina

Amadou Onana destaca-se em campo pela imponência física… e fora dela pelo gosto pela moda

Onana poderia ter ganho o Campeonato Africano das Nações este ano, uma vez que nasceu no Senegal (campeão não oficial do CAN, depois da decisão polémica da Confederação Africana de Futebol que reverteu o resultado da final a favor de Marrocos) e só se mudou para Bruxelas aos 11 anos. Mas jogou sempre pela Bélgica, onde é conhecido como um jogador vistoso, inclusivamente fora das quatro linhas. Tanto que uma vez apresentou-se ao serviço da seleção nacional com uma saia masculina.

«A moda é um território onde encontro expressão e criatividade», explica o médio. «Gosto de experimentar visuais diferentes e até já me aventurei a desenhar as minhas próprias peças de roupa. A moda, tal como o futebol, é uma forma de me ligar às pessoas e partilhar uma parte de mim com o mundo».

Amadou Onana a chegar a um estágio da seleção belga (IMAGO)

No relvado, é visto como o Marouane Fellaini da sua geração, não apenas por ter jogado no Everton, mas também por ser alto (1,95 metros de altura) e uma autêntica força da natureza. E o melhor está para vir.

«Um dia, vou jogar num dos cinco maiores clubes do mundo», garantiu ao La Dernière Heure. Quem diria? Certamente não as pessoas do Anderlecht ou do Zulte Waregem, onde o seu talento foi ignorado. Foi graças à sua irmã e empresária, Melissa, que deu nas vistas. Ela comprou uma câmara de vídeo para filmar o irmão nos treinos e enviou as imagens para inúmeros clubes europeus – fez a estreia profissional no Hamburgo e convenceu o Lille a contratá-lo por €14 milhões, antes da mudança para Inglaterra. Primeiro no Everton e agora no Aston Villa, que pagou €60 milhões pelo passe do médio de 24 anos, que já se impôs ao futebol inglês e, agora, no palco mundial.

Este artigo partiu do perfil de Amadou Onana que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.

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