Farioli conhece nova arranque com sete vitórias — Foto: Imago
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Uma cópia com assinatura de Farioli: FC Porto arranca 'à campeão'

Sete vitórias em sete jornadas, liderança isolada e com menos investimento do que os rivais da capital. O conjunto do italiano volta a liderar com solidez e cava vantagem ainda maior sobre Benfica e Sporting

Nesta fase da campanha na Liga, o FC Porto segue o mesmo roteiro da época passada: liderança isolada, a cinco pontos do Benfica, sete vitórias em outros tantos jogos do campeonato, uma solidez defensiva assinalável — três golos sofridos, a melhor defesa da prova — e o segundo melhor ataque, a seguir ao Benfica, com 18 golos. Parece uma cópia da época passada.

Vejamos: por esta altura, à 7.ª jornada da edição 2025/26, os dragões eram líderes, a três pontos do Sporting e quatro dos encarnados, com mais um golo apontado, 19, e menos dois sofridos, apenas um. A cópia pode não ser tão boa como o original no equilíbrio entre golos marcados e sofridos, mas supera-o na rapidez com que cavou distâncias para os rivais — o Sporting, com tantos empates, já está a seis pontos.

Para Francesco Farioli, é mais um arranque de sonho. E com recorde. Passou a ser o único treinador da Liga portuguesa a vencer os primeiros sete jogos em duas épocas consecutivas. O oitavo adversário será o Marítimo, no Funchal, a 10 de outubro, em mais um exame exigente ao campeão nacional. Até lá, o realismo e o pragmatismo do FC Porto prevalecem sobre todos os adversários.

Lembrando novamente a Liga 2025/26, até garantir matematicamente o título, à 32.ª jornada, com a vitória sobre o Alverca, o FC Porto tinha perdido apenas 11 pontos: oito resultantes de quatro empates e três da derrota por 2-1 na visita ao Casa Pia, a 2 de fevereiro — o único desaire sofrido antes da confirmação do campeonato. Já depois de se sagrar campeão, a formação portista perdeu por 3-1 diante do Aves SAD, na Vila das Aves, resultado que elevou para 14 o número total de pontos cedidos na Liga. A equipa terminou a prova com 88 pontos, em 102 possíveis.

Pontos perdidos em 2025/26

Lembrando novamente a Liga 2025/26, até garantir matematicamente o título, à 32.ª jornada, com a vitória sobre o Alverca, o FC Porto tinha perdido apenas 11 pontos: oito resultantes de quatro empates e três da derrota por 2-1 na visita ao Casa Pia, a 2 de fevereiro — o único desaire sofrido antes da confirmação do campeonato.

Pela amostra, e lembrando que, com a vitória sobre o Benfica, Farioli se manteve invicto em clássicos de Liga — em cinco jogos com os encarnados e Sporting, soma uma vitória e quatro empates —, o FC Porto tem sabido potenciar os seus jogos ao máximo e esta época parece não fugir ao padrão, para mal de águias e leões. Resta esperar para perceber se os azuis e brancos conseguem uma primeira volta tão limpa como a da época passada, em que apenas perderam pontos com o Benfica — empate sem golos no Dragão.

O treinador do FC Porto recolhe ainda outro mérito desde que chegou ao Dragão: o impacto desportivo da equipa foi conseguido com recursos mais limitados do que os dos rivais da capital.

De acordo com dados da GoalPoint, desde a chegada de Francesco Farioli a Portugal, Sporting e Benfica investiram bastante mais em aquisições do que os dragões. Os leões gastaram cerca de 214 milhões de euros e os encarnados 208 milhões, enquanto o FC Porto se ficou pelos 135 milhões.

Grande parte desse valor, 100 milhões, foi aplicada no verão de 2025, quando André Villas-Boas assumiu a necessidade de reformular o grupo e elevar a qualidade do plantel. Bednarek, Kiwior, Alberto, Froholdt, Gabri Veiga ou Samu — este último regressado após lesão de sete meses — aumentaram o talento e as alternativas do plantel, mas o essencial está na forma como Farioli os enquadrou. Com menos investimento do que os rivais, o FC Porto ganhou competitividade e uma identidade que hoje se traduz em resultados.

Vantagem assim deu sempre título

A prova de que não é usual o líder do campeonato deter uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado ao cabo de sete jornadas disputadas é que, antes da presente temporada, tal cenário só se verificou em duas épocas no século XXI. Aconteceu em 2007/08 e em 2010/11, também com o FC Porto como protagonista. E a diferença pontual até era maior em ambos os casos: no primeiro, os dragões, então orientados por Jesualdo Ferreira, somavam os mesmos 21 pontos da campanha atual, mais sete do que o Sporting; no segundo, a equipa de André Villas-Boas contava 19 pontos, mais sete do que o... V. Guimarães.

Mais importante do que esta meta-volante é o desfecho. Tanto numa temporada como na outra o FC Porto acabou por se sagrar campeão nacional e com larga margem sobre os rivais nas duas. Um bom presságio para Francesco Farioli, que, ainda assim, sabe que é cedo para carregar no travão. No dia 10 de outubro, há uma difícil deslocação ao reduto do Marítimo...

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