Treinador do Sparta aos gritos com adeptos por rejeitarem Matej Jurasek (vídeo)
Não se espera uma época fácil para Matej Jurasek, extremo de 22 anos que foi emprestado pelo Norwich ao Sparta Praga até ao final da época.
Neste sábado, na estreia com a camisola do novo clube, o jogador checo foi recebido com cânticos de «Não te queremos aqui» e assobiado cada vez que tocou na bola.
A culpa é da rivalidade. E de um passado que o jovem jogador não vai conseguir apagar. Matej Jurasek foi formado no grande rival do Sparta, o Slavia, e mais do que a formação, os adeptos do novo clube não esquecem a ligação que o extremo sempre demonstrou ter com os ultras do Slavia.
São várias as fotos de Jurasek junto das claques do clube no qual fez a formação, e há um vídeo que torna a aceitação da mudança ainda mais difícil.
É que quando fez a despedida do Slavia para rumar a Inglaterra, o jovem vestiu uma camisola da claque por cima do equipamento, colocou uma balaclava e segurou uma tocha para liderar os cânticos à frente dos companheiros de equipa. E num dos cânticos, é desejada a morte… ao Sparta de Praga.
A tensão que já era expectável por todas essas razões aumentou no passado sábado, quando Jurasek fez a estreia com a camisola do outrora rival, entrando a 15 minutos do final da vitória por 4-1 sobre o Teplice.
Ao ponto de no final do encontro, vários jogadores do Sparta terem tentado acalmar os adeptos, tal como o treinador que agarrou no jogador, o levou ao topo de onde vinham os cânticos e gritado com os adeptos que continuavam a cantar «Não te queremos aqui».
O jogador teve ainda a possibilidade de também ele falar aos adeptos e justificar-se. «Sou um jovem jogador e vim para este clube para ganhar. Peço-vos desculpa pelos comentários que fiz contra o clube no passado», disse.
«Ele sabia que vir para o nosso clube provocaria uma grande tensão e pressão. E mesmo assim, decidiu vir para nos ajudar. Dei-lhe a oportunidade de se expressar e pedir desculpa a muitos adeptos, foi um momento positivo e agora ele tem de construir uma relação com o passar do tempo», explicou Brian Priske, treinador do Sparta no final do encontro.