Mathieu van der Poel celebra a quinta vitória da carreira no Tour

Tour: Mathieu van der Poel raramente falha...

O neerlandês, uma das grandes estrelas do pelotão mundial, apostou na exigência da nona etapa, encurtada devido ao calor mas ainda suficiente dura para impor a força e o talento. Entrou na fuga e dela saiu vencedor. Pogacar imperturbável

No que Mathieu van der Poel se mete, geralmente sai vencedor. O neerlandês imperou na brutal nova etapa etapa do Tour, este domingo, encurtada em 30 quilómetros devido ao calor intenso, mas mantendo a dureza e a seletividade do relevo, integrando quatro contagens de montanha e um incessante parte-pernas que dinamitou o pelotão desde as primeiras pedaladas em Malemort. 

O ciclista da Alpecin-Premier Tech impôs-se na tardia fuga de quatro elementos, num sprint final em subida na cidade de Ussel, após 155 quilómetros de intenso esforço. Sobre a meta bateu o norueguês Tobias Halland Johannessen (Uno-X), Tom Pidcock (Pinarello) e o francês Alex Baudin (EF Education), e resistindo, por apenas seis segundos, à perseguição de um pelotão de 32 unidades incluindo os principais homens da classificação geral.

O esloveno Tadej Pogacar vai cumprir o primeiro de dois dias de descanso deste Tour, na segunda-feira, com 2.42 minutos de vantagem sobre o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e 3.27 sobre o seu jovem companheiro mexicano Isaac del Toro.

A Lidl-Trek controlou o início da etapa - por decisão da organização na véspera, reduzida de 185,5 para 155,5 quilómetros, depois de a região de Correze ter sido colocada sob alerta vermelho devido a uma onda de calor - e posicionou Mads Pedersen para conquistar os 25 pontos máximos do sprint intermédio na batalha pela camisola verde dos pontos, mas rapidamente se instalou uma árdua luta pela formação da fuga, com o pelotão a rolar a cerca de 45 km/h, apesar das temperaturas a rondar os 37°C.

Após várias tentativas, foi Tom Pidcock quem forçou a seleção decisiva. O britânico integrou um grupo de oito ciclistas que se destacou na frente, juntamente com Van der Poel, Johannessen, Lennert Van Eetvelt, Gee-West, Pablo Castrillo, Alex Baudin e Quinn Simmons. Pidcock foi o primeiro a passar no Suc au May, uma contagem de montanha com rampas de até 14%, somando cinco pontos para a classificação da montanha.

No pelotão, a UAE Emirates, liderada por Tim Wellens, impôs um ritmo forte para manter a fuga sob controlo e proteger os seus líderes, Pogacar e Isaac del Toro. A perseguição reduziu o grupo principal a apenas 39 ciclistas e deixou a Red Bull com apenas Remco Evenepoel e Florian Lipowitz.

O ataque decisivo de Van der Poel aconteceu no Mont Bessou, uma subida de 900 metros a 6,4%. O neerlandês distanciou os seus companheiros de fuga, mas Pidcock e Johannessen conseguiram alcançá-lo, sendo mais tarde acompanhados por Baudin. Pidcock ainda sofreu um problema no desviador traseiro, mas resolveu-o em plena descida e reentrou no grupo da frente.

Nos quilómetros finais, a perseguição no pelotão foi assumida pela Lidl-Trek, Netcompany INEOS e Cofidis, mas o quarteto da frente conseguiu manter uma vantagem suficiente para discutir a vitória. Com a meta à vista e o pelotão a aproximar-se perigosamente, Van der Poel assumiu a liderança do grupo, lançou o sprint na rampa final e garantiu a quinta vitória da carreira no Tour.

O pelotão regressa à estrada na terça-feira para cumprir os 166,6 quilómetros entre Aurillac e Le Lioran, que incluem sete contagens de montanha, duas das quais de primeira categoria instaladas já nos derradeiros 35 quilómetros na 10.ª etapa.

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