Torstein Traeen após a chegada a Gavarnie-Gèdre, depois de já ter feito muitos quilómetros com algumas dificuldades    Fotografia Instagram Uno-X
Torstein Traeen após a chegada a Gavarnie-Gèdre, depois de já ter feito muitos quilómetros com algumas dificuldades Fotografia Instagram Uno-X

Torstein Traeen perde a amarela e é obrigado a desistir do Tour

Norueguês da Uno-X ainda viveu dois dias na liderança da Volta a França, mas os efeitos da queda quando tentava não perder muito tempo para Tadel Pogacar, sobretudo uma fratura, levaram-no a tomar uma decisão pois os próximos dias seriam de sofrimento

Torstein Traeen (Uno-X), que na 6.ª etapa da 113.ª Volta a França, desta quinta-feira, perdeu a camisola amarela que mantivera durante dois dias para o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), colocou um fim à sua participação na prova devido às sequelas da queda sofrida na descida do Tourmalet que resultou na fratura de uma costela. O corredor norueguês não alinhará assim à partida para a 7.ª etapa de amanhã, composta por 175,1 km de terreno plano que irão ligar Hagetmau a Bordéus.

O dia já se adivinhava difícil para Traeen, que não conseguiu acompanhar o ritmo imposto pela equipa Emirates na subida ao Tourmalet, vendo a sua vantagem sobre Tadej Pogacar desaparecer rapidamente na tirada de montanha, com a primeira passagem pelo Col d’Aspin.

Mas, com a perda da liderança já praticamente confirmada, o pior ainda estava para vir. Na descida, enquanto tentava limitar as perdas de tempo juntamente com o colega de equipa Ander Halland Johannessen, um momento de desatenção levou a que as rodas das suas bicicletas se tocassem numa curva, provocando uma queda aparatosa do camisola amarela.

Apesar do incidente, e após uma avaliação médica no local para despistar uma possível concussão, Traeen recebeu autorização para continuar em competição. Contudo, as dores levaram-no a realizar um raio-X no centro médico móvel após a etapa, exame que confirmou a fratura de uma costela do nórdico, que concluíra a ligação entre Pau a Gavarnie-Gèdre (186,2 km) já na 51.ª posição (+29,55m) o que o levou a baixar ao 28.º lugar (a 22,12m) da geral.

Thor Hushovd, diretor da Uno-X , lamentou o desfecho. ««Este não é, de facto, o final que queríamos para esta aventura da camisola amarela. O Torstein proporcionou à equipa um momento histórico, e aquilo que ele e toda a equipa alcançaram nestes últimos dias é algo de que nos orgulharemos sempre. Mas, após novos exames realizados esta noite, ficou claro que ele não poderia continuar».

Torstein Traeen à chegada a Gavarnie-Gèdre, já bastante limitado   Fotografia Imago
Torstein Traeen à chegada a Gavarnie-Gèdre, depois de já ter feito muitos quilómetros com algumas dificuldades Fotografia Imago

«Vestir a camisola amarela no Tour de France é algo extraordinário para qualquer ciclista e para qualquer equipa. O facto de o Torstein ter conseguido isso e de ter conquistado a camisola hoje no Tourmalet é algo muito especial. É claro que é decepcionante abandonar a corrida desta forma, mas agora o mais importante é que o receba os cuidados e a recuperação de que necessita», concluiu o dirigente que, graças ao norueguês, na 5.ª e 6.ª estapas a Uno-X teve os seus primeiros dias de sempre de amarelo no Tour.

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