Tom Pidcock
Tom Pidcock

Tom Pidcock penalizado no Tour

Britânico da Pinarello-Q365 foi castigado por se ter apoiado, por duas vezes, num carro na subida final da 15.ª etapa, onde esteve. mais uma vez, entre os fugitivos. Paga multa, perde pontos e tempo

O britânico Tom Pidcock foi penalizado com 20 segundos na classificação geral, uma multa de 400 francos suíços e a perda de oito pontos na classificação da montanha, após a 15.ª etapa do Tour de France. A sanção deveu-se ao facto de o corredor da Pinarello-Q365 ter-se apoiado por duas vezes num carro durante a subida para o Plateau de Solaison, este domingo.

A penalização surgiu no final de um dia em que Pidcock integrou a fuga pela terceira vez consecutiva, uma demonstração da sua determinação. Recorde-se que, na 13.ª etapa, uma fuga bem-sucedida catapultou-o para o 4.º lugar da geral. No entanto, na etapa seguinte, o britânico cedeu na subida final, perdendo quase 3 minutos e caindo para a 9.ª posição.

Na 15.ª etapa, Pidcock voltou a insistir e integrou uma fuga de 23 ciclistas, onde contou com o auxílio do seu colega de equipa Brent van Moer. O trabalho de van Moer na aproximação ao Col de la Croissette chegou a colocar Pidcock virtualmente no quarto lugar da geral. Contudo, o grupo da frente fragmentou-se na subida e o britânico não conseguiu acompanhar o ritmo, acabando por cortar a meta a 2.34m do vencedor da etapa, Remco Evenepoel (Red Bull).

No final da etapa de 184 km, o júri de comissários detalhou a sanção: por cada infração, Pidcock foi multado em 200 francos suíços (216 euros), perdeu 10 segundos na geral, 4 pontos na classificação da montanha e 15 pontos no ranking UCI. O total acumulado foi, assim, de 400 francos (433 euros), 20 segundos e 8 pontos da montanha.

Apesar do esforço inglório, Pidcock mostrou-se orgulhoso da sua performance. «Acho que estou a ficar muito bom a entrar nas fugas. Hoje só tentei uma vez e consegui — três dias seguidos. Alguém alguma vez esteve na fuga três dias seguidos estando no top dez da geral? Acho que não. Hoje podem-se quebrar muitos recordes, mas eu também posso», afirmou o ciclista num comunicado da equipa, admitindo o desgaste: «Nos últimos cinco quilómetros... estava a arrastar-me até ao topo. Estava completamente vazio».

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