Todd Boehly de saída do Chelsea e vai lucrar
Todd Boehly e os restantes investidores minoritários estão perto de vender as suas participações no Chelsea, deixando o clube sob o controlo total de Behdad Eghbali e do seu fundo Clearlake Capital, avança a imprensa inglesa.
A venda, que já estaria em negociação há algum tempo, permitirá ao fundo Clearlake, controlado por Eghbali e pelo seu sócio José E. Feliciano, aumentar a sua quota no clube dos atuais 61,5% para 99,9%. Atualmente, a participação minoritária de 38,5% está dividida em partes iguais por Boehly, pelo investidor norte-americano Mark Walter e pelo bilionário suíço Hansjorg Wyss, cada um com 12,8%.
O consórcio adquiriu o Chelsea em 2022 por 2,9 mil milhões de euros, com um compromisso adicional de investimento de 2 mil milhões. Embora os termos do acordo de aquisição previssem um período de 10 anos sem vendas de participações, a cláusula permitia transações entre os parceiros do consórcio. Boehly, Walter e Wyss deverão obter um pequeno lucro com a operação.
Apesar de Boehly ter sido a força motriz por trás da aquisição do clube após as sanções impostas a Roman Abramovich e ser visto pelos adeptos como o rosto do novo regime, é Eghbali quem gere o dia a dia do Chelsea desde janeiro de 2023. A relação entre os dois tem sido descrita como desafiadora, com conversas sobre uma possível compra mútua a decorrerem há dois anos.
Um porta-voz de Mark Walter, citado pela Bloomberg, confirmou o interesse na transação, que não foi iniciada pelo próprio. «Esta potencial transação avalia a participação de Mark Walter no Chelsea com um prémio sobre o seu investimento inicial e é mais um investimento desportivo bem-sucedido para ele», afirmou, acrescentando que Walter «pretende fazer futuros investimentos relacionados com o desporto» após a saída.
Nem o Chelsea nem os representantes da Clearlake quiseram comentar os desenvolvimentos. A saída de Boehly encerraria uma parceria de quatro anos marcada por instabilidade, com o clube a conquistar o Mundial de Clubes da FIFA, mas a terminar em 10.º lugar na Premier League na época passada, período durante o qual ocorreram múltiplas trocas de treinador.
Durante esta era, passaram pelo comando técnico nomes como Thomas Tuchel, Graham Potter, Mauricio Pochettino, Enzo Maresca e Liam Rosenior, além de um breve regresso de Frank Lampard como interino. O clube também enfrentou sanções da UEFA por violação das regras de controlo financeiro e multas da Premier League e da Federação Inglesa por infrações cometidas durante a era Abramovich.
A holding do Chelsea, BlueCo, que também é proprietária do Estrasburgo, de Hugo Oliveira, adotou uma abordagem agressiva para cumprir as regras financeiras, incluindo a venda de ativos como os hotéis de Stamford Bridge e a equipa feminina dentro do próprio grupo de proprietários para gerar lucro contabilístico.