Tiger Woods detido por suspeita de condução sob influência após acidente
A estrela do golfe Tiger Woods foi detida na sexta-feira à tarde por suspeita de condução sob o efeito de álcool ou drogas, na sequência de um acidente com capotamento perto da sua casa em Jupiter Island, na Flórida. A informação foi confirmada pelo Gabinete do Xerife do Condado de Martin.
O acidente ocorreu por volta das 14h00 locais, quando Woods, ao volante de um Range Rover, tentou ultrapassar outro veículo, acabando por embater nele e capotar. Segundo o xerife do condado de Martin, John Budensiek, o golfista não aparentava ter ferimentos, e o condutor do outro veículo também saiu ileso.
As autoridades informaram que Woods se submeteu a um teste do balão que não revelou a presença de álcool no seu organismo. No entanto, o atleta recusou-se a fornecer uma amostra de urina na esquadra local, uma recusa que pode constituir uma contraordenação. Devido a esta recusa, o xerife admitiu: «Nunca teremos resultados definitivos sobre a substância que o afetava no momento do acidente.»
John Budensiek descreveu o comportamento de Woods como cooperante, mas cauteloso. «Ele foi cooperante, mas não estava a tentar incriminar-se», afirmou, acrescentando que o golfista «teve cuidado com o que disse e não disse». A velocidade a que Woods conduzia não foi divulgada, mas a estrada onde ocorreu o sinistro tem um limite de 30 mph (cerca de 48 km/h).
De acordo com os registos da prisão do Condado de Palm Beach, Woods foi detido às 7h18 de segunda-feira e libertado sob fiança às 10h50. O atleta teria de permanecer detido por um período mínimo de oito horas.
Este incidente acontece numa altura em que Woods regressava à competição após mais de um ano de ausência. Na terça-feira, participou nas Finais da TGL, depois de recuperar de uma rutura do tendão de Aquiles e de uma cirurgia às costas.
Recorde-se que este não é o primeiro problema de Woods na estrada. Em 2021, sofreu um grave acidente que lhe fraturou a perna e o tornozelo direitos, exigindo uma cirurgia de emergência. Na altura, os investigadores atribuíram o acidente a excesso de velocidade, indicando que conduzia a mais de 80 mph (128 km/h) numa zona de 45 mph (72 km/h).
Em 2017, foi acusado de condução perigosa após ser detido por conduzir sob influência, um caso que atribuiu a medicação prescrita. Já em 2009, esteve envolvido num acidente menor perto da sua casa na Flórida, do qual resultaram apenas lacerações faciais.
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