Técnico não abdica da indemnização

Clube responde à proposta condicionada da FPR. Não abdica de receber indemnização por causa da despromoção. Acatará decisão do tribunal.

O Clube de Rugby do Técnico (CR Técnico) assume estar «preparado para a imediata reintegração» na Divisão de Honra, «tal como foi decidido pelos tribunais». No entanto, pese embora a vontade, «não irá abdicar daquilo que é, aos olhos de todos, uma evidência: a defesa dos seus direitos, que foram gravemente lesados», escreve o clube em comunicado.

É desta forma que o clube lisboeta responde à aprovação (60 votos a favor e um contra) em Assembleia Geral (AG) da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR) da reintegração do Técnico na principal divisão do râguebi português condicionada à retirada dos processos e pedidos de indemnização instaurados em tribunal pelo clube e relacionados com a despromoção ao último escalão do râguebi nacional, em abril de 2022.

«De forma inusitada e insólita, foi colocado como condição para que uma Federação com Utilidade Pública Desportiva cumpra sentenças de tribunais portugueses, que um clube que foi irregularmente penalizado, com óbvios e claros prejuízos, abdique daquilo que a justiça já considerou, de forma inequívoca, ser de direito: o recebimento de valores indemnizatórios decorrentes de decisões ilegais e irregulares», acrescenta o documento.

«O Técnico tem de ser integrado e está em condições para tal», reitera à A BOLA Pedro Lucas, presidente dos engenheiros sem esquecer os «prejuízos integralmente comprovados e comprováveis», e que constam do processo de indemnização, reforça.

Neste ponto, A BOLA sabe que decorre um pedido de prorrogação de 30 dias junto do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa após já ter terminado o prazo de 20 dias concedido pelo próprio TACL (a 11 de outubro) para que as partes chegassem a acordo e acordassem «o montante da indemnização devida pela inexecução» da decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), de agosto de 2022, onde se referia a compensação financeira ao clube por causa da despromoção.

«A indemnização, face ao pedido de prorrogação, se deferido, é assunto que a Direção da FPR terá que dirimir connosco, aguardamos», acrescenta o dirigente máximo do Técnico. «Se não houver acordo, aceitaremos a decisão do tribunal, seja ela qual for», garante.

Carlos Amado da Silva, presidente da Federação Portuguesa de Râguebi, por sua vez, referindo-se à unanimidade da aprovação da proposta apresentada pela FPR aguarda outra tomada de posição do clube. «Espero que depois de verem a posição de toda a gente reconsiderem a posição e aceitem a nossa proposta, que passou a ser a proposta de todo o râguebi português», reforça Amado da Silva.