Kvaratskhelia já marcou o fantástico golo ao Sporting - mas não foi suficiente!

Técnica, pressão e controlo, mas de eficácia... zero! (as notas do PSG)

O campeão europeu mandou sem golos no jogo na primeira parte e na segunda foi permissivo quando o Sporting se libertou da pressão e... quis tentar vencer o jogo
FIGURA DO PSG: Kvaratskhelia, que golo!
Khvicha Kvaratskhelia foi o único jogador preterido por Luis Enrique em relação ao jogo anterior do PSG, frente ao Lille, para a Liga 1, e terá deixado motivos de arrependimento ao treinador espanhol tê-lo substituído no onze por Bradley Barcola no lado esquerdo do ataque. O georgiano entrou aos 64’ para o lugar do jovem Mayulu e aos 79’, no primeiro lance que protagonizou, entrou para a história do jogo com um golo soberbo, com remate em arco ao ângulo mais distante da baliza de Rui Silva.

O guarda-redes Lucas Chevalier viu a bola passar perto da sua baliza algumas vezes, mas primeira defesa e fácil, só aos 62’. Depois da bonança... a tempestade: os golos. No primeiro, não teve hipóteses de parar o remate forte rasteiro e cruzado de Suárez e no segundo não pôde fazer mais do que defender por instinto o remate potente de Trincão e ficou sem reação perante o cabeceamento colocado de Suárez na recarga.  

O lateral direto Zaire-Emery marcou um golo corretamente invalidado aos 30’, após uma falta sobre Catamo em lance anterior. Perdeu algumas bolas na segunda parte que contribuíram para a perda de consistência do futebol da equipa.  

O central Marquinhos não perdeu de vista Luis Suárez na primeira parte, bastando-lhe para controlar o colombiano, mas na segunda perdeu-o de vista, o que custou dois golos. O parceiro do brasileiro e capitão no centro da defesa francesa, Pacho, sofreu quase sempre com as iniciativas individuais de Catamo.  

Nuno Mendes foi uma sombra de si próprio na noite em Alvalade. Na primeira parte ainda teve algumas acelerações, sempre desequilibradoras, mas desapareceu com a equipa. 

Vitinha foi o maestro e o carregador de piano da equipa, em grande nível nos primeiros 30 minutos, mas baixou bastante de rendimento na segunda parte e a equipa afundou-se com isso.  

Fabián Ruiz juntou-se a Vitinha no miolo dos parisienses e na primeira meia-hora foi o mais rematador da equipa. Aos 5’ colocou à prova os reflexos de Rui Silva. Depois desapareceu... 

Mayulu, na primeira parte ocupou amiúde o lugar no centro do ataque, revezando-se com Barcola numa equipa sem ponta-de-lança, mas raramente teve espaço para visar a baliza e não definiu bem o último passe, e foi substituído.  

 O Bola de Ouro não esteve em Alvalade. Ousmane Dembelé não foi o elemento desequilibrador nas ações atacantes ou o finalizador mortífero que o PSG precisava. Mérito também aos defesas e médios leoninos. 

Desiré Doué formou com Zaire-Emery, Dembéle e Mayulu a dinâmica (e numerosa) ala direita, mas sem sucesso.  

Barcola jogou no lado esquerdo do ataque e de quando em vez o centro ofensivo, mas foi ineficaz. Saiu aos 71’ para dar lugar a Gonçalo Ramos.  

Gonçalo Ramos foi a opção de Luis Enrique aos 71’ para dispor de um jogador de referência no centro do ataque, mas o português passou ao lado do jogo, porque o PSG perdera a iniciativa de jogo.

Zabarniy entrou aos 80’ para o lugar de Fabián Ruiz logo a seguir ao empate para refrescar e consolidar o meio-campo, mas não teve tempo para interferir.    

AS NOTAS DOS JOGADORES DO PSG:

Lucas Chevalier (5); Zaire-Emery (4); Marquinhos (5); Pacho (5), Nuno Mendes (4); Vitinha (6); Fabián Ruiz (4); Mayulu (4); Dembelé (4); Doué (4) e Barcola (3). Jogaram ainda: Kvaratshskelia (6); Gonçalo Ramos (2); Zabarniy (2)