A  36.ª edição da Taça Hugo dos Santos vai para o Sporting. Foto FPB
A 36.ª edição da Taça Hugo dos Santos vai para o Sporting. Foto FPB

Sporting vence Benfica e faz a festa na Taça Hugo dos Santos

Leões bateram os campeões nacionais por 79-77 conquistaram o troféu pela terceira vez, o segundo da temporada depois da Taça de Portugal frente ao FC Porto

Entrou melhor o Sporting, apostando numa defesa quase irrepreensível limitando as ações benfiquistas, que apenas conseguiu, por exemplo, um triplo em nove tentativas. Os leões conseguiram sete ressaltos ofensivos e uma margem relativamente tranquila que chegou aos 10 pontos (5-15), antes dos encarnados conseguirem adaptar-se e recuperar para 13-19.

O segundo parcial trouxe uma partida muito mais equilibrada e renhida como se quer entre dois rivais eternos. O Benfica acertou passo e rapidamente entrou no jogo, com Betinho a mostrar que quem sabe não esquece. Depois de Ventura falhar um triplo, João Fernandes atropela Gameiro, estrategicamente posicionado, na recuperação e Benfica volta a tentar com Gameiro a conseguir o triplo e ficar a apenas um ponto (18-19)! Gameiro falha o primeiro lançamento livre, após falta de Malik Morgan, e empata no segundo 19-19! Responde o Sporting com um triplo de André Cruz, após um parcial de 6-0, mas Betinho responde na mesma moeda e o Benfica na frente pela primeira vez após lance livro de McEwen (23-22). Com o jogo relançado e o presidente do Benfica, Rui Costa, a assistir na bancada, os encarnados conseguiram um parcial de 13-3 e mudaram o rumo da final (26-22).O Sporting teve de arregaçar as mangas para ir atrás do resultado e consegui-o (29-20) com mais um triplo de Swenson, mas o Benfica apesar de tantas falhas na linha de lance livre (8 em 15) voltou a descolar (31-29).Falha de Broussard e Malik Morgan não perdoou com um triplo que colocou o Sporting na frente a dois minutos do intervalo (36-37)! Ritmo elevado e alternância no marcador marcaram primeira parte da final da Taça Hugo dos Santos entre Benfica e Sporting, com os pupilos de Luís Magalhães a seguirem para os balneários na frente (42-44), mas cientes, por certo, de que tudo poderia mudar.

O Benfica, por seu lado, foi para o balneário a olhar para a estatística e a perceber que permitiu 11 ressaltos ofensivos dos leões e só acertou 3 triplos em 13 tentativas.

Depois do descanso, o Benfica continuou a falhar triplos e o Sporting, pelo contrário, a conseguir mais de Swenson que fez 43-49! Três triplos e 14 pontos do base belga leonino antes de Amarante concretizar mais um (43-52) e obrigar Norberto Alves a pedir time out perante um parcial de 8-1!

Apesar de continuar a falhar muito no ataque, os encarnados melhoram defensivamente e conseguem aproximar-se paulatinamente (50-54). Um triplo de Betinho reduz para 53-56 quando faltavam três minutos para o final do terceiro quarto e, logo em seguida, mais três pontos do internacional de 41 anos, valem o empate (56-56), desfazendo a vantagem de nove pontos que os leões tiveram.

Com Swenson no banco, tapado por faltas, o Benfica passa mesmo para a frente 59-57, com Broussard a aparecer, quer a marcar quer a defender e obrigando, por exemplo, Malik Morgan a falhar quando a equipa tanto precisava. No final do terceiro quarto, o Benfica estava na frente mas por 61-59.

Os últimos 10 minutos prometiam mais equilíbrio, mas o Sporting entrou determinado a recuperar o comando dos acontecimentos e um triplo de Malik Morgan foi o primeiro aviso. Não foi preciso muito para os leões passarem para a frente (61-64), com Amarante e Johns a trabalhar muito, e Relvão, por exemplo, a falhar mais dois lances livres. Nada, porém, que os encarnados não tenham feito até à exaustão neste jogo.

Do outro lado, triplo de Robinson (63-70) obriga Norberto Alves a pedir nova paragem.

O derradeiro quarto foi um teste à resiliência de ambos os conjuntos. O Benfica assustou os leões nos últimos dois minutos, reduzindo a diferença a um ponto (71-72). Mas Robinson respondeu com novo triplo e Sueing ainda conseguiu voltar a aproximar os encarnados (75-76) para um final de nervos em Gondomar. A 13 segundos do fim, Broussard é obrigado a fazer falta e, apesar das limitações físicas, Robinson acerta os dois lançamentos livres (75-78 ).

Norberto Alves pede time out e, a 1,2 segundos do fim, o Benfica reduz 77-79 e tenta tudo, mas Swenson com duas oportunidades de lance livre falha, esgota o tempo e o desejo dos encarnados de conquistarem o troféu.

A festa foi toda verde e branca em Gondomar.

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