Joshua Wynder num bom momento no New York Revolution, onde assumiu a titularidade
Joshua Wynder num bom momento no New York Revolution, onde assumiu a titularidade

Brilha na MLS e continua a acompanhar o Benfica: «Também é o meu clube»

Joshua Wynder explicou saída por empréstimo para o New England Revolution e recordou estreia na equipa A das águias: «Foi um sonho»

Cedido pelo Benfica ao New England Revolution, Joshua Wynder concedeu uma entrevista ao O Jornal — feita inteiramente em português por insistência do próprio central norte-americano —, na qual passou em revista o percurso no clube da Luz, as dificuldades sentidas com lesões e a adaptação ao futebol norte-americano.

O defesa-central de 21 anos, que rumou ao New England Revolution por empréstimo de uma temporada, aproveitou a vaga deixada pela lesão de Mamadou Fofana para assumir a titularidade na equipa orientada por Marko Mitrović. O técnico já conhecia bem as qualidades do jovem futebolista do sistema de seleções jovens dos Estados Unidos, onde coincidiram, nomeadamente, no Mundial de Sub-20 de 2025.

Contratado pelas águias ao Louisville City FC em junho de 2023, por um valor recorde na USL Championship, Joshua Wynder tem contrato válido com o emblema português até 2027. O defesa-central rubricou apenas uma partida pela equipa principal das águias, diante do Tirsense, para a Taça de Portugal, a 9 de abril de 2025. A progressão do internacional sub-20 norte-americano foi prejudicada por lesões, que o condicionaram durante a temporada transata.

«Foi com Bruno Lage, frente ao Tirense. Foi bom. É um momento que nunca esquecerei. Foi um sonho para mim. Foi muito bom», recordou o jovem defesa, lembrando a estreia pela equipa sénior do Benfica.

Wynder explicou igualmente a forma como chamou a atenção das águias no início da carreira: «Acho que a primeira vez foi num estágio dos Estados Unidos em Espanha, quando joguei contra Espanha. Creio que me viram aí. Depois, quando tinha 17 anos, fui a Lisboa treinar uma semana. A seguir, falaram com o meu empresário e com a minha família, e depois assinei contrato.»

Apesar da distância e das exigências da transição, a adaptação a Portugal foi facilitada pelo ambiente no balneário do Seixal. «Deixar os Estados Unidos e a minha família foi difícil, mas acho que os meus companheiros de equipa foram bons para mim o tempo todo. Tenho colegas que falam comigo fora de campo, por isso sinto-me muito confortável lá. Tenho um pouco de saudades. É um grande clube», confessou.

Ainda assim, os problemas físicos acabaram por travar a sua afirmação consistente no Benfica, motivando a saída temporária: «Não foi fácil lá porque estive lesionado. Foi difícil para mim porque é preciso jogar. Agora, aqui nos Estados Unidos, é uma boa liga. É bom jogar e ganhar experiência. Depois disso? Não sei. Não posso dizer porque estou a viver um dia de cada vez.»

Sobre a oportunidade de representar o New England Revolution, o jogador revelou que o contacto direto do treinador Marko Mitrović foi decisivo. «Ele contactou-me. Depois o meu empresário ligou-me e falámos. Também conversei com o Benfica e com o meu empresário. Acho que todos pensámos que era uma boa oportunidade para eu jogar, ganhar mais experiência e ter mais minutos», salientou.

Wynder garantiu estar totalmente empenhado no emblema norte-americano, sem contudo esconder que continua a acompanhar de perto o Benfica.

Questionado sobre o seu momento e a possibilidade de regressar à equipa principal encarnada, o jogador assumiu a ligação afetiva ao clube da Luz: «Não posso dizer muito, mas estou sempre a ver os jogos do Benfica, porque também é o meu clube. Estou a levar isto dia a dia. Quero jogar aqui e estou muito focado aqui. Mas, claro, estou a pensar no Benfica.»

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