Sporting e Benfica avançam para a Final Four da Taça de Portugal
Sporting e Benfica garantiram, este domingo, a qualificação para a Final Four da Taça de Portugal de voleibol, ao vencerem os respetivos encontros dos quartos de final sem ceder qualquer set. Apesar do desfecho idêntico (3-0), os dois triunfos tiveram histórias bem diferentes dentro de campo.
Com estes triunfos, leões e águias confirmaram estatuto de candidatos ao troféu que será disputado por quatro equipas no Pavilhão Desportivo de Albufeira, entre 13 e 15 de março.
No Pavilhão João Rocha, o Sporting teve de trabalhar para confirmar o favoritismo frente ao SC Espinho. O arranque pertenceu aos visitantes, que entraram mais assertivos e aproveitaram algumas fragilidades iniciais na receção leonina para assumir vantagens de 2-5 e 4-7. Bem organizados e eficazes no bloco, os espinhenses chegaram ao 7-11, obrigando João Coelho a interromper o jogo para ajustar a equipa.
Mesmo com a boa resposta no serviço, nomeadamente por Kelton Tavares, os campeões nacionais continuavam a sentir dificuldades perante um adversário confiante, que chegou a ameaçar o set aos 16-19. A reação leonina surgiu a tempo, com o empate a 19 a relançar a discussão. Num final intenso, foi Edson Valencia quem consumou a reviravolta e fechou o parcial em 25-23.
O segundo set começou equilibrado, com o empate a persistir até aos 16-16. A partir daí, o Sporting conseguiu finalmente criar alguma margem (20-17) e fechou em 25-21, beneficiando da consistência no serviço.
No terceiro parcial, o equilíbrio inicial (5-3 e 8-6) deu lugar a um progressivo desgaste do SC Espinho. Os leões aproveitaram para cavar a maior diferença da partida (13-8) e, com o controlo do ritmo já assumido (19-14), selaram a vitória com novo 25-21.
Benfica ultrapassa Clube K com menos sobressaltos
No Pavilhão n.º 2 da Luz, o Benfica confirmou a superioridade frente ao Clube K com um triunfo claro por 3-0 (25-15, 25-19 e 25-15), num encontro que, embora resolvido sem sobressaltos no marcador, teve nuances interessantes no desenrolar do jogo.
Depois de um primeiro set dominado com autoridade — assente numa forte pressão no serviço e eficácia na transição ofensiva —, os encarnados encontraram maior resistência no segundo parcial. O Clube K tentou alongar as trocas de bola e reduzir o ritmo do jogo, obrigando o Benfica a trabalhar mais na construção ofensiva e a variar soluções no ataque. Ainda assim, a equipa da casa soube gerir os momentos de maior equilíbrio, distanciando-se na fase final para fechar em 25-19.
No terceiro set, já com o adversário mais condicionado fisicamente e com maiores dificuldades na receção, o Benfica voltou a assumir o controlo das operações. Mais agressivos no bloco e consistentes no side-out, os encarnados ampliaram rapidamente a vantagem e não permitiram qualquer reação, fechando o encontro com novo 25-15.