A festa dos vencedores da Taça de Portugal Fotografia FPB
A festa dos vencedores da Taça de Portugal Fotografia FPB

Sporting conquista 77.ª Taça de Portugal em clássico eletrizante

Leões, derrotados pelo FC Porto na final da passada temporada, assumiram definitivamente o comando do marcador no início do louco 3.º quarto em que cada equipa converteu cinco triplos. Poste Brandon Johns foi eleito MVP. É a nova vez que os verdes e brancos levam o troféu e a 10.ª do seu treinador Luís Magalhães

Numa emocionante final em que nenhuma equipa conseguiu liderar por mais de nove pontos (53-62), registaram-se cinco igualdades – todas ainda na 1.ª parte – e onde até ao fim houve expectativa quanto ao vencedor quando Cornelius Hudson tentou um desesperado triplo a 2s do apito final para tentar a reviravolta no marcador, o Sporting conquistou a 77.ª Taça de Portugal ao bater o FC Porto por 84-86 (25-23, 21-22, 23-28, 15-13).

É a nona Taça dos leões em 14 finais, cinco das quais disputadas contra os portistas, levando agora vantagem de 3-2. A última vez que os leões haviam conseguido conquistar o troféu havia acontecido em 2021/22, igualmente em Albufeira, a fechar três anos a ganhar arrebatar a Taça consecutivamente, igualmente sob o comando de Luís Magalhães.

Luís Magalhães celebra com João Fernandes Fotografia FPB

O técnico, de 67 anos, venceu a competição pela 10.ª ocasião na carreira. Depois de Ovarense (2), Portugal Telecom (2) e FC Porto (2), esta é a quarta que alcança ao comando do Sporting.

Apesar dos lisboetas terem entrado melhor (5-12), antes do quarto inaugural terminar o FC Porto, com destaque para Hudson (19 pts, 7 res, 4 ass), reequilibrou a luta com um parcial de 11-1 (25-23) que lhes deu a primeira liderança.

Comando esse que saiu reforçado no arranque do 2.º período com nova sequência de 10-2 (35-27), graças a triplos de Jhonathan Dunn (15 pts, 2 res, 3 ass) e Miguel Maria (9 pts, 2 res, 2 ass), este a dar outro andamento ao ataque da equipa enquanto os detentores do troféu faziam valer o poder de Javian Davis (12 pts, 3 res) junto ao cesto. Isto apesar de, à medida que o tempo foi correndo, o poste, a quem não conseguiram perturbar da linha de lance livre (6/8) foi mostrando cada vez mais limitações numa perna. Má sorte para Fernando Sá, que já ficara privado de Tanner Omlid para a final.

A perder por 35-27, Magalhães pediu desconto de tempo e substitui todos os cinco elementos em campo. Resultou, contudo, foi apenas nos 46s antes do intervalo que um parcial de 2-8 (46-45) colocou o placard novamente equilibrado na ida para o balneário.

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Viveu-se então, no 3.º quarto, o momento mais louco e entusiasmante da partida, com cada equipa a converter cinco triplos, mas com os dos verdes e brancos a serem seguidos (53-62) e a colocaram definitivamente a equipa na frente desde os 48-50.

Claude Robinson (15 pts, 6 res, 3 ass), Francisco Amarante (22 pts, 5 res, 6 ass) e Diogo Ventura (14 pts, 5 ass) mexeram no ritmo e acerto dos de Alvalade, enquanto Brandon Johns (19 pts, 13 res, 3 ass), que foi eleito MVP, ajudava a assegurar que que os leões não só dominassem a luta das tabelas (33-45), como terminassem com o dobro de ressaltos ofensivos (10-20). Razão que explica porque o Sporting conseguiu 21 pontos vindos de segundas oportunidades e o FC Porto 12.

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Dunn, Wesley Washpun (16 pts, 8 res, 5 ass) e Hudson procuraram inverter o resultado e um lançamento de três pontos do primeiro ainda deixou a diferença a 76-77 com 6.55m no cronómetro para o termo do 4.º período. No entanto, uma sequência de 3-9 (79-83) em 3.30m permitiu aos sportinguistas resistir nos derradeiros 1.43m nas idas à linha de lance livre depois de sofrerem falta para parar o relógio. Ventura assinou os últimos três em quatro oportunidades antes de Hudson tentar o impossível.

Amarante (4/9), Robinson (3/5) e Ventura (3/6) estiveram em destaque pelo Sporting (10/33, 30%) na guerra dos triplos, enquanto nos portistas Dunn (5/11), Washpun (2/4), Hudson (2/7) Robert Beran (2/3) e Miguel Maria (2/4) foram os artilheiros de serviço dos dragões (14/36, 38%).