Sporting junta-se ao FC Porto na final da Taça de Portugal
Uma época depois de FC Porto e Sporting terem discutido a posse da Taça de Portugal, onde os dragões levaram a melhor (94-73), os dois clubes voltam a encontrar-se, este domingo (16h30), na finalíssima da 77.ª edição do troféu, marcada para Albufeira.
Após o FC Porto ter assegurado a presença no embate da decisão ao derrotar o Galitos do Barreiro por 81-97 (23-30, 19-23, 14-22, 25-22) na primeira meia-final da Final Four realizada a meio da tarde deste sábado, três horas mais tarde o Sporting fez o mesmo ao bater a Oliveirense por 97-77 (24-21, 22-22, 29-13, 22-21).
Na história da final da Taça de Portugal, FC Porto e Sporting apenas se encontraram em quatro ocasiões, com os clubes a repartirem as vitórias.
Mas se os azuis e brancos chegaram à final em 25 ocasiões, das quais arrebataram a Taça em 16, os verdes e brancos foram finalistas por 13 vezes, tendo ganho oito delas. A última em 2020/21, o que fechou um ciclo de três conquistas seguidas do conjunto liderado por Luís Magalhães.
O Benfica, eliminado nos oitavos de final pelo SC Braga, mantém-se como o clube que mais vezes ganhou a Taça, 23, em 38 finais.
Depois de Malik Morgan (13 pts) ter contribuído, com três triplos, para que o Sporting fechasse o quarto inaugural na frente (24-21), um parcial de 7-2 (31-23) no arranque do 2.º período parecia que iria marcar o descolar dos de Alvalade no placard.
Engano! Mikyle McIntosh (20 pts, 2 res) e Jordan Sibert (14 pts, 2 res, 2 ass) também tinham as suas ambições e assinaram 14 dos 22 pontos do conjunto de João Figueiredo nesse período, chegando mesmo a colocar a Oliveirense na frente (41-43) por breves momentos antes do intervalo (46-43).
A luta estava animada e intensa e os de Oliveira de Azeméis mostravam capacidade de estar na final pela quinta ocasião no seu historial, tendo ganho em 2003/04.
Mas não. Numa exibição imparável, enquanto a equipa de Lisboa ainda elevou mais a intensidade física e defensiva, fazendo desaparecer McIntosh e Sibert das decisões, Francisco Amarante (4 res, 4 ass) deu espetáculo ao converter 15 – incluindo três triplos - dos seus 18 pontos do encontro. Até ao intervalo havia conseguido… 2.
Com um parcial inicial de 9-0 (55-43) e outro perto do fim de 11-3 (75-53) que permitiu um fosso no resultado de 22 pontos, a formação de Luís Magalhães praticamente resolveu a partida, o que se veio a confirmar no quarto final, no qual os nortenhos nunca tiveram capacidade de fazer tremer o adversário. Do lado contrário, procurou-se recuperar a desvantagem para lá da linha dos 6,75m, mas a opção não foi bem-sucedida até ao fim (8/27).
Nos leões, destaque ainda para as ações de Brandon Johns (18 pts, 2 res) a partir do momento em que a equipa passou a procurar mais o poste junto ao aro, Malleck Harden-Hayes (13 pts, 6 res), Diogo Ventura (5 pts, 7 ass) e André Cruz (9 pts, 3 res).
Já na Oliveirense, Leon Ayres (4 res), registou 13 pontos vindo do banco, só que os suplentes da equipa contribuíram com 29 pontos, enquanto os do Sporting com 40.
De salientar que os sportinguistas apenas cometeram 5 turnovers, todos no 1.º tempo, e os da Oliveirense 10.