Frederico Varandas e Bernardo Palmeiro delinearam a política de mercado dos leões (Foto Miguel Nunes)
Frederico Varandas e Bernardo Palmeiro delinearam a política de mercado dos leões (Foto Miguel Nunes)

Sporting: cinco resistentes à revolução

SAD resistiu às investidas por Fresneda, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Geny Catamo e Luis Suárez

O Sporting partiu para este mercado com a convicção de que teria de promover uma reformulação profunda do plantel, com a venda dos passes de alguns dos seus principais ativos. No entanto, a SAD estabeleceu desde a primeira hora que haveria de manter alguns pilares na equipa, como Fresneda, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Geny Catamo e Luis Suárez.

A verdade é que, com maior ou menor dificuldade, a estrutura leonina conseguiu cumprir o plano traçado. As hostilidades abriram quando o candidato à presidência dos turcos do Fenerbahçe, Hakan Safi, anunciou um acordo verbal com Luis Suárez, acenando-lhe com um contrato milionário. A questão não chegou a ter efeito prático porque Safi perdeu as eleições, mas a posição de Varandas ficou bem vincada: ou pagavam os 80 milhões de euros da cláusula de rescisão ou nada feito.
O empresário do jogador bem se multiplicou em contactos para tentar retirar o jogador de Alvalade mas de propostas concretas, zero.

Por sua vez, Maxi Araújo foi um dos nomes mais escaldantes no mercado, na sequência de uma temporada 2025/26 ao mais alto nível — com especial destaque para as exibições na Champions — e de um Mundial excelência. O uruguaio foi sondado por tubarões do Velho Continente com Man. United, o arquirrival Man. City, Chelsea ou Juventus, mas pouco tempo após se ter apresentado em Lisboa, viu o seu contrato ser blindado até 2030, acompanhado por uma substancial revisão salarial.

Quanto a Geny Catamo, a administração da SAD recebeu uma proposta concreta do Sunderland, fixada nos 30 milhões de euros mais dez por objetivos, mas a oferta teve como destino imediato o caixote do lixo. Os black cats ainda subiram a parada e tentaram a contratação quase até ao fecho da janela, mas o Sporting resistiu com firmeza.

Fresneda esteve na mira da Roma, contudo os valores aventados no mercado italiano ficaram muito aquém do montante que os leões consideravam razoável para sequer puxarem a cadeira da mesa de negociações.

Por fim, Gonçalo Inácio foi constantemente associado ao Milan de Rúben Amorim, mas o alegado interesse da formação rossonera nunca chegou a materializar-se numa proposta formal.

Nesta perspetiva, o quinteto continuará de leão ao peito pelo menos por mais uma época — sendo que será uma tarefa hercúlea segurar Maxi para lá de junho de 2027. Em Alvalade existe a plena consciência de que chegou ao fim o percursos de figuras marcantes e recheadas de títulos (como Hjulmand, Bragança, Pedro Gonçalves ou Trincão), mas o destino do Sporting permanece inalterado: ser candidato crónico e assumido a todos os troféus nacionais.

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