Sporting: cinco resistentes à revolução
O Sporting partiu para este mercado com a convicção de que teria de promover uma reformulação profunda do plantel, com a venda dos passes de alguns dos seus principais ativos. No entanto, a SAD estabeleceu desde a primeira hora que haveria de manter alguns pilares na equipa, como Fresneda, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Geny Catamo e Luis Suárez.
A verdade é que, com maior ou menor dificuldade, a estrutura leonina conseguiu cumprir o plano traçado. As hostilidades abriram quando o candidato à presidência dos turcos do Fenerbahçe, Hakan Safi, anunciou um acordo verbal com Luis Suárez, acenando-lhe com um contrato milionário. A questão não chegou a ter efeito prático porque Safi perdeu as eleições, mas a posição de Varandas ficou bem vincada: ou pagavam os 80 milhões de euros da cláusula de rescisão ou nada feito.
O empresário do jogador bem se multiplicou em contactos para tentar retirar o jogador de Alvalade mas de propostas concretas, zero.
Por sua vez, Maxi Araújo foi um dos nomes mais escaldantes no mercado, na sequência de uma temporada 2025/26 ao mais alto nível — com especial destaque para as exibições na Champions — e de um Mundial excelência. O uruguaio foi sondado por tubarões do Velho Continente com Man. United, o arquirrival Man. City, Chelsea ou Juventus, mas pouco tempo após se ter apresentado em Lisboa, viu o seu contrato ser blindado até 2030, acompanhado por uma substancial revisão salarial.
Quanto a Geny Catamo, a administração da SAD recebeu uma proposta concreta do Sunderland, fixada nos 30 milhões de euros mais dez por objetivos, mas a oferta teve como destino imediato o caixote do lixo. Os black cats ainda subiram a parada e tentaram a contratação quase até ao fecho da janela, mas o Sporting resistiu com firmeza.
Já Fresneda esteve na mira da Roma, contudo os valores aventados no mercado italiano ficaram muito aquém do montante que os leões consideravam razoável para sequer puxarem a cadeira da mesa de negociações.
Por fim, Gonçalo Inácio foi constantemente associado ao Milan de Rúben Amorim, mas o alegado interesse da formação rossonera nunca chegou a materializar-se numa proposta formal.
Nesta perspetiva, o quinteto continuará de leão ao peito pelo menos por mais uma época — sendo que será uma tarefa hercúlea segurar Maxi para lá de junho de 2027. Em Alvalade existe a plena consciência de que chegou ao fim o percursos de figuras marcantes e recheadas de títulos (como Hjulmand, Bragança, Pedro Gonçalves ou Trincão), mas o destino do Sporting permanece inalterado: ser candidato crónico e assumido a todos os troféus nacionais.