Soltou-se a magia depois de tudo 'azeri' ao intervalo (crónica)
Que enorme surpresa em tempo de intervalo: 0-0. Sim, caro leitor, o nulo imperava no regresso das equipas aos balneários e esse facto só pode ser visto como absolutamente anormal perante a cratera de diferença qualitativa que existe entre os jogadores do Azerbaijão e de Portugal. É que não existe comparação possível.
Mas também não se pense que a equipa das Quinas não realizou uns primeiros 45 minutos de qualidade. Porque a exibição nesse período (também) foi bastante agradável. Faltou, porém, o mais importante: o acerto na finalização. Os lances de perigo sucederam-se, mas continuava mesmo tudo... azeri.
Tiago Gabriel (2'), Gonçalo Moreira (11' e 26'), Daniel Banjaqui (13'), Youssef Chermiti (15') — que viu o golo bem anulado por estar em posição de fora de jogo —, Mathias de Amorim (20'), João Simões (29') e Carlos Forbs (44') tiveram tudo para marcar, mas a mira não estava devidamente calibrada.
Seria uma questão de tempo até o primeiro golo aparecer e, depois disso, outros se seguiriam. Era esta a sensibilidade (para não dizer certeza) na antecâmara da etapa complementar. Dito e feito.
Gonçalo Moreira — que tem encantado no Benfica e de quem José Mourinho já admitiu ter um «fraquinho» — estreou-se da melhor forma nos sub-21 e abriu a contagem, de cabeça, após toque subtil de Tiago Parente, ao segundo poste, quando o esquerdino correspondeu da melhor forma ao cruzamento do também debutante Daniel Banjaqui.
O mesmo Tiago Parente também faturou, logo depois, e novamente de cabeça, depois de livre de João Simões que Gabriel Brás desviara... de cabeça. Mas como não há duas sem três, Chermiti teve... cabeça para assinar o terceiro, cabendo a João Simões, com um belo remate em arco e que contou com a colaboração do guarda-redes contrário, fechar as contas da goleada lusa. Diego Rodrigues ainda atirou à barra, de livre, e, de seguida, Roger Fernandes tirou tinta ao ferro.
Portugal continua a espalhar magia rumo ao Europeu de 2027.