Operações de resgate na Venezuela após colapso de vários edifícios e estruturas na sequência de dois fortes terramotos
Operações de resgate na Venezuela após colapso de vários edifícios e estruturas na sequência de dois fortes terramotos - Foto: IMAGO

Sobe para 164 o número de mortos nos sismos na Venezuela (fotos e vídeos)

Centro do país foi atingido por terramotos de 7.2 e 7.5 na escala de Richter

Pelo menos 164 pessoas morreram e mais de 900 ficaram feridas na sequência dos fortes sismos que atingiram a Venezuela esta quarta-feira, de acordo com o mais recente balanço, anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez.

As operações de resgate continuam no terreno — o estado mais afetado é La Guaira, a norte de Caracas, onde, segundo a governante, «dezenas» de edifícios colapsaram. Na capital, as equipas de socorro também prosseguem na busca de sobreviventes entre os escombros.

Entretanto têm sido partilhados vários vídeos nas redes sociais nos quais é possível ver-se prédios e estruturas a abanar e outras a colapsarem.

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O centro do país foi atingido, no espaço de um minuto, por dois terramotos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala de Richter — este último foi o mais forte a atingir a Venezuela desde 1900.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número total de vítimas mortais possa ascender a milhares.

Além das vítimas, os sismos causaram perturbações significativas na conectividade à internet no país, na sequência de cortes de energia e danos em infraestruturas.

A Missão Internacional Independente de Apuramento de Factos da ONU sobre a Venezuela já apelou ao regulador de telecomunicações do país o desbloqueio do acesso às redes sociais e a todos os meios de comunicação, dizendo que «o acesso à informação será uma questão de vida ou de morte».

Entretanto o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, já se mostrou solidário com o país. «A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa. O Governo está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária. À Venezuela e aos venezuelanos, aos portugueses e aos lusodescendentes deixo uma palavra de firme apoio e de total solidariedade», lê-se na publicação partilhada no X.

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