Número um mundial sucumbiu frente a Juan Manuel Cerundolo quando estava a um jogo de fechar o encontro

Sinner: «Tonturas, insónias, não me lembro de me ter sentido tão fraco!»

Jannik Sinner sofreu um colapso contra Juan Manuel Cerúndolo, na segunda ronda de Roland Garros. No final o tenista italiano não escondeu o que sentiu para sofrer uma quebra na partida que dominava

Jannik Sinner sofreu uma pesada derrota frente a Juan Manuel Cerúndolo, que o venceu em cinco sets (3-6, 2-6, 7-5, 6-1, 6-1), garantindo assim a sua passagem à terceira ronda de Roland Garros. O número um do mundo explicou os motivos da derrota em conferência de imprensa.

O italiano venceu os dois primeiros sets sem grandes dificuldades. Chegou mesmo a liderar por 5-1 no terceiro set, mas começou a mover-se mais lentamente, o que Juan Manuel Cerúndolo aproveitou para vencer quatro jogos consecutivos. Com o resultado em 5-5, o líder mundial pediu um tempo médico, e o argentino venceu os dois jogos seguintes, reduzindo a desvantagem para 2-1 em sets.

Cerúndolo foi convincente nos dois seguintes sets, cedendo apenas um break a Sinner em cada parcial, conseguindo assim uma grande reviravolta e garantindo a passagem à próxima ronda da competição.

Após o encontro, falou em conferência de imprensa. «Não me senti muito bem em campo, mas isso acontece. Estava numa boa posição, mas não conseguia servir. Tentei, mas... Também o felicito. Não quero tirar-lhe o mérito, mas é desporto.»

E qual foi o problema? «Senti-me tonto, a minha energia baixou. Tentei servir, mas não tinha energia. Deixei o quarto set para poupar energia para o quinto. Mas sim, não me senti bem quando acordei. Tentei que os pontos fossem o mais curtos possível. E depois bati na parede e foi isso.»

E quando surgiu o problema? «A meio do terceiro set, embora estivesse a jogar bem. Não conseguia encontrar energia. É uma posição difícil. Mas é desporto. Estava calor, mas não tanto. Não foi por causa do tempo, mas sim por minha causa. Acontece.»

Fotografia Imago

Mas estava doente? «É difícil dizer. No geral, há muitas coisas envolvidas. Joguei muito, não consegui descansar. Joguei bem o primeiro jogo, mas mesmo com um dia de folga não tive tempo suficiente. Não dormi muito bem e esta manhã, quando acordei, estava a ter dificuldades. Acontece», repete. « Num Grand Slam, tens um dia de folga, mas comigo aconteceu no dia do jogo.»

Como em Xangai e na Austrália? «Em Xangai, a humidade era alta, na Austrália estava calor. É diferente quando se joga em piso duro, porque o calor também vem do chão. Hoje estava quente, mas isto não me aconteceu por causa disso. Simplesmente, um cenário diferente. Mas acontece, é difícil aceitar devido à posição em que estava. Agora tenho muito tempo para recuperar. Preciso disso, para recuperar mentalmente também, e depois seguir em frente a partir de Wimbledon.»

Pensou em desistir em algum momento? «Como disse, deixei o quarto set para recuperar, no quinto tudo é possível. Estava numa posição difícil no quarto e quinto sets. Não tinha energia. Não me lembro da última vez que me senti tão fraco. Mas é o que é. Tentei estar lá com o que tinha, e este foi o máximo hoje. É uma pena, porque joguei bem os dois primeiros sets, parte do terceiro.»

«Mas é desporto. Tento ver o lado positivo, joguei bem na terra batida, ganhei três torneios. Senti-me bem quando cheguei aqui. Mas hoje não era para ser. Muitas coisas causaram este problema. Mas pronto, acontece. Só preciso de tempo agora para processar o que correu mal. E o que podemos fazer antes de Wimbledon, porque depois vêm torneios importantes, Montreal, Cincinnati e o US Open.»

E arrepende-se de ter jogado tanto antes de Roland Garros? «Não sei... Poderia ter tido um dia assim de qualquer forma. Ganhei três torneios na terra batida. É um resultado incrível, uma sequência fantástica. O meu principal objetivo era aqui, e esta saída precoce não era o que esperava. Mas não sabemos se teria sido diferente se tivesse saltado Madrid ou Roma.»

Djokovic consegue o que Sinner nunca conseguirá

A 3 de junho de 2024, Novak Djokovic orquestrou um milagre. Nem um inspirado Francisco Cerúndolo, nem uma lesão no joelho o conseguiram parar. Naquela altura, o sérvio alcançou a sua 370.ª vitória em Grand Slams, quebrando o recorde de Roger Federer, e o destino brincou dois anos depois.

Juan Manuel Cerúndolo é o irmão de Francisco Cerúndolo, e um tenista com um ranking significativamente inferior, mas ainda assim conseguiu derrubar o número um do mundo.

Roland Garros, segunda ronda

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