Hogh marcou dois golos em dois minutos no início do pesadelo para o Manchester City na Noruega - FOTO IMAGO
Hogh marcou dois golos em dois minutos no início do pesadelo para o Manchester City na Noruega - FOTO IMAGO

Sem portugueses, Manchester City é humilhado na Noruega

O Bodo-Glimt colocou-se em vantagem com dois golos de Hogh. O terceiro, de Hauge, é uma obra de arte e os noruegueses ainda enviaram duas bolas aos ferros. O melhor que o Manchester City fez foi marcar, por Cherki, mas o 3-1 é até escasso para o que jogou a equipa da casa

O Bodo/Glimt não tinha ainda conseguido vencer qualquer jogo, mas com dois golos em apenas dois minutos (entre o 22’ e o 24’) candidatou-se a grande surpresa da jornada perante um Manchester City amorfo, sem capacidade para responder a este terramoto. Na segunda parte, o mais fantástico momento da noite saiu dos pés de Hauge, que colocou a bola no ângulo e acabou com as dúvidas num jogo de sonho. Foram três, mas houve dois tentos anulados, duas bolas aos ferros e a goleada esteve mesmo muito perto.  

O Bodo/Glimt até estava a ter dificuldades em chegar ao meio-campo contrário, mas em dois minutos utilizava a mesma receita e colocava-se a ganhar por 2-0. Blomberg fez dois cruzamentos perfeitos e Hogh não teve dificuldade em marcar os dois primeiros golos da carreira na Liga dos Campeões.

Uma enorme surpresa na Noruega, com o Manchester City a entrar em dificuldades por culpa própria e sobretudo pela incapacidade de travar a jogada logo à entrada do seu meio-campo.

Só depois de ser arrastado para esta posição incómoda o Manchester City começou a construir com mais requinte e se Haaland falhou de forma incrível aos 35 minutos e novamente no último lance do primeiro tempo. Nada corria bem à formação inglesa.

Para o segundo tempo, um Manchester City muito pouco diferente. Aproximou-se várias vezes da baliza de Haikin, mas nunca conseguiu impedir as transições do Bodo/Glimt, que aos 53 minutos poderia ter fechado o jogo, não fosse o árbitro ter anulado o golo de Evjen por fora de jogo.

Não valeu, mas não foi preciso esperar muito para se ver uma autêntica obra de arte, com Hauge a fazer remate cruzado e ao ângulo. O pesadelo do Manchester City parecia não ter fim.

Teve de ser Cherki a suavizar o escândalo com um golo de fora da área, mas pouco depois novo golpe na confiança da formação inglesa, que ficou com menos um jogador em campo por expulsão de Rodri.

Tudo demasiado fácil para o Bodo-Glim, que teve remate de Hauge ser devolvido pela barra e mais um golo anulado a Hogh. Cada vez mais negra a exibição do Manchester City.

E assim se fez história, com a primeira vitória do Bodo/Glimt na Liga dos Campeões, que até poderia ter sido goleada frente ao Manchester City de Pep Guardiola, um dos mais poderosos conjuntos do futebol Mundial.