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Scaloni na mesma tecla com Inglaterra: «É apenas um jogo»
Na antevisão da meia-final do Mundial 2026, o selecionador argentino, Lionel Scaloni, fez um apelo para que o confronto com a Inglaterra seja encarado estritamente como um evento desportivo, afastando o peso da rivalidade política histórica entre os dois países.
O jogo, que decidirá um dos finalistas do torneio, está agendado para esta quarta-feira, em Atlanta. As duas nações enfrentaram-se na Guerra das Malvinas no início da década de 1980, um conflito que se estendeu para o campo no Mundial de 1986, durante a campanha que levou a Argentina ao segundo título mundial.
«Não posso misturar as coisas. Foi uma época nossa muito triste na história. E não podemos mudar. É um jogo de futebol. Não temos que confundir. É um jogo de futebol. Por mais que tenhamos memórias das pessoas que se foram, ninguém que está aqui tem culpa. Estamos errados se misturarmos as coisas», sublinhou Scaloni.
O técnico argentino garantiu ainda que o desgaste físico acumulado, nomeadamente os dois prolongamentos disputados na fase a eliminar, não será um problema para a sua equipa. «Logicamente que estar numa meia-final de Mundial faz com que o cansaço fique em segundo plano», afirmou, assegurando que apenas os jogadores em plenas condições irão a jogo. «A princípio, todos estão bem. Não é um jogo para um jogador em inferioridade física, é para estar no máximo», acrescentou.
Scaloni mostrou-se confiante e grato pelo percurso da equipa, prometendo lutar por um lugar na final. «Cada um dos jogadores sabe o que representa uma meia-final. Estou esperançoso, super agradecido. Temos que dar um valor enorme ao que conseguimos, mas vamos buscar força para chegar à final», declarou.
O selecionador espera uma exibição de maior qualidade frente aos ingleses, depois de algumas dificuldades nos jogos anteriores. «Necessitamos de jogar com a bola, que é onde sempre fomos fortes. Temos a vontade de deixar tudo até ao último momento. Esperamos que possamos ver o grande futebol amanhã [hoje]», projetou.
Quanto ao onze, pode haver alterações: «Podemos fazer alguma alteração, pensando em fazer dano ao rival e protegermo-nos do bom que eles têm. A ideia é entrar com o melhor que temos. Em princípio, todos os que acabaram cansados o último jogo estão bem.»
«Porquê este ciclo? Jogam bem, são bons jogadores e temos a cultura de nunca darmos um jogo por perdido. Todas as seleções que chegaram a esta fase passaram por dificuldades, também a Inglaterra e a Espanha, que venceu dois jogos nos últimos minutos, com Bélgica e Portugal», explicou Scaloni.
A superstição da camisola azul
Questionado sobre a escolha de a Argentina jogar com o equipamento alternativo azul, o mesmo com que venceu a Inglaterra em confrontos anteriores no Mundial, Scaloni surpreendeu ao revelar que não teve qualquer participação na decisão. Curiosamente, o seu homólogo inglês, o alemão Thomas Tuchel, abordou o mesmo tema e mostrou-se compreensivo com a possível superstição argentina.
«Eu faria o mesmo se fosse supersticioso. Não tenho nenhuma superstição. Não sabia que eles iriam jogar assim», comentou Tuchel, admitindo ter as suas próprias rotinas. «Temos os nossos artigos da sorte que sempre levamos e isso é muito comum em desportos de alto nível», concluiu o selecionador da Inglaterra.
Caso a Argentina supere a Inglaterra, irá disputar a final no domingo, no estádio de Nova York/Nova Jersey, contra a Espanha, com a possibilidade de conquistar o seu quarto título mundial.
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