Diego Armando Maradona Sinagra ao lado do pai, Maradona
Diego Armando Maradona Sinagra ao lado do pai, Maradona - Foto: IMAGO

«Para o meu pai, este não seria apenas mais um jogo», diz filho de Maradona

Diego Maradona Jr. falou do duelo das meias-finais do Mundial entre a Argentina e Inglaterra

Diego Maradona Jr., filho do antigo craque argentino, projetou o duelo das meias-finais do Mundial entre a albiceleste e Inglaterra, defendendo que o passado entre os dois países impede que este seja apenas mais um jogo.

«Nunca será um jogo normal, e este em particular será duro para a nossa seleção», afirmou Diego Armando Maradona Sinagra, deixando, contudo, uma ressalva: «É verdade que a Inglaterra está bem, mas, atenção, é preciso defrontar e vencer os campeões do mundo. Vai ser duro... para os dois.»

Apesar de Lionel Scaloni ter tentado diminuir a tensão política e social, o filho de Maradona reconhece que a carga histórica é incontornável: «O meu pai não o veria como um jogo normal, como apenas mais um jogo. Podemos dizer muitas coisas, mas não seria nem será normal.»

«Para todos os argentinos e maradonianos, será um encontro diferente, no qual vem à mente tudo o que se passou nas Malvinas e todos os nossos irmãos que lá morreram e, depois, o que aconteceu com o meu pai em 86. O meu velho ganhou um confronto histórico e, desde então, nada é normal contra Inglaterra», explicou.

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Diego Armando Maradona Sinagra referia-se ao polémico jogo do Mundial do México, que terminou com uma vitória da Argentina sobre Inglaterra (2-1), com o golo mais polémico de sempre, a «Mão de Deus», e aquele que viria a ser considerado o «Golo do Século», ambos da autoria do eterno camisola 10. O jogo em causa foi o primeiro duelo entre as duas seleções após a Guerra das Malvinas, conflito militar entre os dois países naquelas ilhas do Atlântico, entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, que terminou com vitória inglesa.

Agora, a responsabilidade recai sobre Lionel Messi: «A verdade é que nunca tive a oportunidade de conhecer o Messi, mas tenho-o no coração, como todos os argentinos, e ele merece repetir o título. É o melhor dos humanos, porque o meu velho não tem comparação com ninguém nesta terra, foi um extraterrestre do futebol. Mas o Leo merece tudo. Tenho muito carinho por ele e pela sua família, é o capitão da minha seleção. Respeito-o muito e oxalá Deus lhe dê a oportunidade de jogar outra final... e de a ganhar, claro.»

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