Samu festeja golo de penálti (Foto: Rogério Ferreira/Kapta +)
Samu festeja golo de penálti (Foto: Rogério Ferreira/Kapta +)

Samu respirou três vezes e não falhou dos 11 metros (as notas do FC Porto)

Espanhol voltou a marcar e voltou a marcar de penálti. Martim Fernandes foi sempre seta apontada à baliza de Dani Figueira e marcou golaço a 25 metros. E que dizer do calcanhar de Rodrigo Mora?
(8) Samu
Um goleador sonha com golos. Muitos, de preferência. Samu é igual a Pavlidis e Suárez. Marcou um golo, mas deu nas vistas, sobretudo, pelo que fez fora da área. Foi absolutamente decisivo como pivô, a ligar jogo, a segurar bolas longas e a dar oxigénio a uma equipa que sofria na saída de bola. Personalidade enorme ao assumir o penálti após dois falhanços recentes. Não falhou da chamada marca dos 11 metros (três vezes respirou fundo para relaxar), tal como não falhou de qualquer outra marca, dos 22 ou dos 33, por exemplo, quando recuou para ajudar a construir.

(7) Diogo Costa Seguro do primeiro ao último minuto. As defesas a remates de longe (13’, 15’, 66’) foram tudo menos simples, ainda por cima com vento e relvado molhado. Muito concentrado no livre de Luís Esteves à trave (67’) e excelente reflexo ‘à andebol’ aos 89’, evitando um golo que estragaria a folha limpa. Transmite confiança à defesa e confirma o momento extraordinário na Liga.

(8) Martim Fernandes Intensidade e personalidade. Defensivamente competente, mesmo com o Gil a procurar muito o seu corredor. Ofensivamente, cruzamentos algo irregulares, mas compensou tudo com um momento absolutamente decisivo: o golaço aos 75’, de longe, que matou o jogo. Primeiro golo pelo FC Porto, num jogo em que nunca se escondeu.

(7) Thiago Silva Um poço de serenidade. Sempre bem posicionado, leitura de jogo acima da média e qualidade técnica evidente, sobretudo nos passes longos para variar a saída. Sofreu uma entrada dura que acabou por resultar na expulsão de Martín Fernández, prova de que estava sempre no centro da ação defensiva. Classe pura.

(6) BednarekAutêntico muro. Dominante nos duelos físicos, importante a travar o jogo aéreo do Gil Vicente e sempre ameaçador nas bolas paradas ofensivas. Menos elegante que Thiago Silva, mas extremamente eficaz.

(6) Kiwior Jogo de esforço e resiliência. Teve dificuldades iniciais perante Murilo, sobretudo no um para um, mas nunca virou a cara à luta e foi crescendo com serenidade. Tentou a sua sorte de longe aos 83’, mostrando confiança. Cumpriu, apesar dos momentos mais exigentes defensivamente.

(7) Pablo RosarioO pêndulo da equipa. Muito posicional, disciplinado taticamente e sempre atento a Luís Esteves, anulando várias tentativas de organização do Gil. Destaque para o corte decisivo aos 86’, que deu origem ao 3-0. Trabalho silencioso, mas absolutamente fundamental.

(7) FroholdtFortaleza física e presença constante. Não foi o médio mais criativo, mas deu músculo, ocupação de espaços e equilíbrio num jogo difícil na primeira parte. Um dos poucos movimentos de rotura do meio-campo nasce dos seus pés (28’). Saiu já com o jogo controlado.

(6) Gabri Veiga Muito intenso e comprometido. Recuperou bolas, pressionou alto e foi importante a ligar jogo, sobretudo quando o FC Porto sentiu dificuldades na construção. Teve um lance perigoso aos 33’, servido por Samu. Saiu cedo, mas deixou boa impressão pelo trabalho coletivo.

(6) PepêMuito disponível sem bola, sempre a lutar e a ajudar defensivamente. Foi importante na pressão e os pontapés de canto, mas revelou menos lucidez no último terço. Não esteve tão desequilibrador como noutros jogos.

(6) Borja Sainz Teve impacto, mas com altos e baixos. Um golo anulado por fora de jogo (12’), participação em lances perigosos e boa ligação com Samu. No entanto, perdeu uma bola aos 46’ que gerou perigo. Saiu numa fase em que o jogo pedia mais controlo.

(7) Rodrigo Mora Entrou e mudou o ritmo do jogo. Virtuosismo, confiança e magia em cada toque. Assistência de calcanhar para Deniz Gul é puro talento. Levanta o estádio e dá espetáculo. Enorme impacto emocional e técnico. Meia hora em campo e nota 7 porque é com momentos daqueles que o povo continua a encantar-se pelo futebol.

(7) William Gomes Entrada muito positiva. Aproveitou o lance do corte de Pablo Rosario, mostrou frieza e qualidade na finalização para fazer o 3-0. Boa leitura do ressalto e excelente execução.

(5) Deniz Gul Teve poucas oportunidades, mas esteve perto do golo aos 90+1, num lance de grande classe iniciado por Mora. Movimentações inteligentes e boa ligação com os colegas.

(5) Pietuszewski – Entrou para dar energia e largura. Cumpriu defensivamente e ajudou a gerir o resultado nos minutos finais.

(5) EustáquioEntrou para fechar o meio-campo e controlar o ritmo. Experiência e critério numa fase em que o jogo já estava decidido.