Samu respirou três vezes e não falhou dos 11 metros (as notas do FC Porto)
(7) Diogo Costa – Seguro do primeiro ao último minuto. As defesas a remates de longe (13’, 15’, 66’) foram tudo menos simples, ainda por cima com vento e relvado molhado. Muito concentrado no livre de Luís Esteves à trave (67’) e excelente reflexo ‘à andebol’ aos 89’, evitando um golo que estragaria a folha limpa. Transmite confiança à defesa e confirma o momento extraordinário na Liga.
(8) Martim Fernandes – Intensidade e personalidade. Defensivamente competente, mesmo com o Gil a procurar muito o seu corredor. Ofensivamente, cruzamentos algo irregulares, mas compensou tudo com um momento absolutamente decisivo: o golaço aos 75’, de longe, que matou o jogo. Primeiro golo pelo FC Porto, num jogo em que nunca se escondeu.
(7) Thiago Silva – Um poço de serenidade. Sempre bem posicionado, leitura de jogo acima da média e qualidade técnica evidente, sobretudo nos passes longos para variar a saída. Sofreu uma entrada dura que acabou por resultar na expulsão de Martín Fernández, prova de que estava sempre no centro da ação defensiva. Classe pura.
(6) Bednarek – Autêntico muro. Dominante nos duelos físicos, importante a travar o jogo aéreo do Gil Vicente e sempre ameaçador nas bolas paradas ofensivas. Menos elegante que Thiago Silva, mas extremamente eficaz.
(6) Kiwior – Jogo de esforço e resiliência. Teve dificuldades iniciais perante Murilo, sobretudo no um para um, mas nunca virou a cara à luta e foi crescendo com serenidade. Tentou a sua sorte de longe aos 83’, mostrando confiança. Cumpriu, apesar dos momentos mais exigentes defensivamente.
(7) Pablo Rosario – O pêndulo da equipa. Muito posicional, disciplinado taticamente e sempre atento a Luís Esteves, anulando várias tentativas de organização do Gil. Destaque para o corte decisivo aos 86’, que deu origem ao 3-0. Trabalho silencioso, mas absolutamente fundamental.
(7) Froholdt – Fortaleza física e presença constante. Não foi o médio mais criativo, mas deu músculo, ocupação de espaços e equilíbrio num jogo difícil na primeira parte. Um dos poucos movimentos de rotura do meio-campo nasce dos seus pés (28’). Saiu já com o jogo controlado.
(6) Gabri Veiga – Muito intenso e comprometido. Recuperou bolas, pressionou alto e foi importante a ligar jogo, sobretudo quando o FC Porto sentiu dificuldades na construção. Teve um lance perigoso aos 33’, servido por Samu. Saiu cedo, mas deixou boa impressão pelo trabalho coletivo.
(6) Pepê – Muito disponível sem bola, sempre a lutar e a ajudar defensivamente. Foi importante na pressão e os pontapés de canto, mas revelou menos lucidez no último terço. Não esteve tão desequilibrador como noutros jogos.
(6) Borja Sainz – Teve impacto, mas com altos e baixos. Um golo anulado por fora de jogo (12’), participação em lances perigosos e boa ligação com Samu. No entanto, perdeu uma bola aos 46’ que gerou perigo. Saiu numa fase em que o jogo pedia mais controlo.
(7) Rodrigo Mora – Entrou e mudou o ritmo do jogo. Virtuosismo, confiança e magia em cada toque. Assistência de calcanhar para Deniz Gul é puro talento. Levanta o estádio e dá espetáculo. Enorme impacto emocional e técnico. Meia hora em campo e nota 7 porque é com momentos daqueles que o povo continua a encantar-se pelo futebol.
(7) William Gomes – Entrada muito positiva. Aproveitou o lance do corte de Pablo Rosario, mostrou frieza e qualidade na finalização para fazer o 3-0. Boa leitura do ressalto e excelente execução.
(5) Deniz Gul – Teve poucas oportunidades, mas esteve perto do golo aos 90+1, num lance de grande classe iniciado por Mora. Movimentações inteligentes e boa ligação com os colegas.
(5) Pietuszewski – Entrou para dar energia e largura. Cumpriu defensivamente e ajudou a gerir o resultado nos minutos finais.
(5) Eustáquio – Entrou para fechar o meio-campo e controlar o ritmo. Experiência e critério numa fase em que o jogo já estava decidido.