Sagrada publicou nota a despedir-se de Júnior Batata e explicou razões da saída do brasileiro
Sagrada publicou nota a despedir-se de Júnior Batata e explicou razões da saída do brasileiro

Sagrada Esperança desmente greves dos jogadores, salários em atraso e explica saída de Júnior Batata

A direção dos diamantíferos reagiu com firmeza aos rumores que circulavam nas redes sociais, esclarecendo a saída do avançado brasileiro e a real situação do balneário.

O ambiente no Dundo subiu de tom nos últimos tempos, mas não pelas razões que muitos especulavam. Depois de várias publicações nas redes sociais darem conta de uma suposta greve dos jogadores do Sagrada Esperança por atrasos salariais, o clube decidiu quebrar o silêncio. Através de um comunicado oficial e de um esclarecimento por áudio, a direção veio a público repor a sua verdade e acalmar os adeptos.

A Direção foi clara: não há salários em atraso nem braços cruzados. O clube desmentiu categoricamente qualquer instabilidade financeira, assegurando que o grupo de trabalho continua focado e em sintonia com a equipa técnica. Mais do que uma nota de imprensa, foi um apelo à união da família diamantífera para evitar que o ruído externo prejudique o desempenho da equipa na Liga Unitel Girabola.

No entanto, nos bastidores, o cenário pode ser mais complexo do que a nota oficial deixa transparecer. Segundo informações a que A BOLA teve acesso, paira uma sombra sobre a relação entre o clube e o seu principal investidor, a Endiama. Alega-se que a Direção não terá conseguido justificar as contas referentes ao ano transato - facto ainda não confirmado - o que levou a que a gigante do ramo dos diamantes, que patrocina a equipa, pusesse um travão.

O ultimato do patrocinador terá sido direto: o financiamento para 2026 só será libertado mediante a prestação de contas rigorosas dos valores já injetados este ano.

O tema que mais tinta faz correr, no momento, é o desfecho da ligação com Júnior Batata. Ao contrário das teorias de conflito que surgiram, a rescisão foi amigável e motivada por um drama pessoal. O avançado brasileiro confessou à estrutura do clube que não tinha condições psicológicas para continuar a jogar, devido a problemas de saúde graves que a sua esposa atravessa. Desde que regressou do Brasil, após a pausa do CAN, já se notava que Batata não era o mesmo. A cabeça estava longe das quatro linhas e o coração do lado da família.

Perante este cenário, o Sagrada Esperança optou pela empatia. «O atleta já não conseguia estar concentrado. Ele precisa de estar com a família neste momento difícil e a direção foi compreensiva», explicou o clube, reforçando que, nestas situações, o apoio humano vale muito mais do que qualquer contrato desportivo.

Com este esclarecimento, o clube espera encerrar o capítulo das especulações e focar-se no que realmente importa: a luta pelos pontos dentro de campo.