«Sabemos muito bem o que se passa com Mbappé»
O treinador do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, abordou a situação de Kylian Mbappé, que já não defrontou o Benfica na segunda-mão do play-off da UEFA Champions League garantindo que o regresso do avançado francês aos relvados só acontecerá quando este estiver totalmente recuperado, sem adiantar prazo para a sua reintegração.
«Queremos que o Mbappé volte a 100% e ele voltará quando isso acontecer. Sabemos muito bem o que se passa com ele e o que queremos agora, que é que recupere totalmente», afirmou Arbeloa, afastando a possibilidade de definir uma data, mesmo com a eliminatória da Liga dos Campeões contra o Manchester City a aproximar-se. O avançado francês optou por parar para resolver de vez os problemas persistentes no joelho esquerdo.
O técnico espanhol sublinhou que a gestão da lesão será feita «dia a dia», dependendo da evolução e das «sensações» do próprio jogador. «É melhor não dar prazos porque são queixas que temos de avaliar diariamente», reforçou.
Questionado sobre o excelente momento de forma de Vinícius, o treinador atribuiu o mérito ao jogador. «Não sei se toquei em alguma tecla... O mérito é do Vini, que é um futebolista fantástico. Eu dou-lhe muita confiança e carinho e peço que os colegas o procurem para aproveitar as suas qualidades. É um jogador determinante, fundamental. Como treinador, o que trabalho é que o encontremos em muitas situações no campo», explicou.
Arbeloa aproveitou ainda para elogiar o jovem Thiago Pitarch, destacando a sua personalidade e dinamismo. «É um rapaz extremamente dinâmico, com imensa capacidade de trabalho e mobilidade. A sua maior qualidade é a personalidade tremenda, quer sempre a bola», explicou, justificando a sua aposta no jogador da formação, mesmo em jogos de alta pressão, como aconteceu frente ao Benfica. «Se em vez de ser nos oitavos de final fosse uma final, tê-lo-ia lançado na mesma», garantiu.
Questionado sobre a gestão física dos jogadores num ano com Campeonato do Mundo, o técnico foi perentório na sua filosofia. «Nunca entendi outra coisa que não fosse dar tudo o que tinha pelo meu clube e, depois, dar tudo pela Seleção. Não compreendo futebolistas que poupam forças, que não seja outra coisa que não dar tudo pelo Real Madrid, neste caso. Não há melhor maneira de se preparar do que render no seu clube», afirmou.