As celebrações da vitória do PSG na UEFA Champions League foram marcadas por distúrbios que levaram a 416 detenções em toda a França, das quais 283 na região de Paris - foto: Imago
As celebrações da vitória do PSG na UEFA Champions League foram marcadas por distúrbios que levaram a 416 detenções em toda a França, das quais 283 na região de Paris - foto: Imago

Que festa é esta? 416 detenções em França e polícias feridos após vitória do PSG

Sindicato de polícia compara a situação a uma «competição para ver quem queima e destrói mais»

As celebrações da vitória do PSG na UEFA Champions League foram marcadas por distúrbios que levaram a 416 detenções em toda a França, das quais 283 na região de Paris. A informação foi avançada na noite de sábado pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, que classificou os incidentes como «absolutamente inaceitáveis».

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O balanço da violência inclui ainda sete polícias feridos, um deles com gravidade. Fabien Bogais, porta-voz do sindicato Alliance 75, lamentou uma «festa estragada», sublinhando que os confrontos começaram ainda antes do apito inicial. «Bem antes do início do jogo, já tinham ocorrido confrontos para testar o dispositivo policial, nomeadamente na capital e nas imediações do Parc des Princes, onde os verdadeiros adeptos estavam a viver o jogo», afirmou Bogais à rádio RMC.

Apesar de um dispositivo de segurança de grande envergadura, com 22.000 polícias mobilizados (8.000 só para Paris e arredores), a violência não foi evitada. A prefeitura de polícia de Paris anunciou a apreensão de 24 tochas e uma centena de morteiros. Foram também registados danos em seis veículos e lojas.

Para Fabien Bogais, o problema transcende o futebol. «Temos um problema com a festa», considera, descrevendo os acontecimentos como «manifestações sistematicamente corrompidas pela violência e por excessos». O sindicalista compara a situação a uma «competição para ver quem queima e destrói mais», algo que, na sua opinião, ultrapassa a capacidade de qualquer dispositivo policial.

«Parecia mais uma noite de Ano Novo do que uma vitória no futebol», acrescentou, alertando que o número de polícias afetados, por exemplo com acufenos, é certamente superior aos sete feridos oficialmente reportados.

Entretanto, as celebrações continuam este domingo com uma parada dos jogadores no Campo de Marte, onde são esperadas cerca de 100.000 pessoas, antes de uma receção no Eliseu com Emmanuel Macron. A escolha do local, no entanto, gera preocupação. Corinne Roy, vice-presidente da associação Amigos do Campo de Marte, expressou reservas: «O Campo de Marte são jardins, um parque. Será o melhor local para juntar centenas de milhares de pessoas?», questionou.

O porta-voz do sindicato da polícia, Fabien Bogais, admite que o dia de hoje é uma «grande incógnita». «Embora hoje deva ser mais a festa dos adeptos do que dos excessos, por ser durante o dia, esperamos que haja novamente desordeiros que queiram, mais uma vez, estragar a festa», concluiu.

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