Trincão e Diogo Dalot - Foto: Miguel Nunes
Trincão e Diogo Dalot - Foto: Miguel Nunes

Sabe qual é a zona do país que mais jogadores 'fornece' à Seleção?

Sete elementos do plantel luso são naturais de uma região que tem dominado o futebol português nos últimos tempos. Vítor Paneira destaca talento «de rua» e qualidade das condições da formação

Todos os caminhos vão dar ao Minho. A zona que mais clubes oferece à Liga (SC Braga, Vitória SC, Famalicão, Moreirense e Gil Vicente) é também a que mais jogadores fornece à Seleção Nacional. José Sá, Ricardo Velho, Diogo Dalot, Tomás Araújo, Pedro Neto, Francisco Trincão e Paulinho são todos naturais do Minho.

O guardião do Gençlerbirligi e o avançado do Toluca, chamados posteriormente devido às dispensas de Diogo Costa e Rafael Leão por lesão, reforçam o contingente minhoto. Braga (Diogo Dalot e José Sá), Viana do Castelo (Trincão e Pedro Neto) e Vila Nova de Famalicão (Ricardo Velho e Tomás Araújo) 'fornecem' dois atletas cada. Paulinho é natural de Barcelos.

O avançado de 33 anos foi quem mais clubes do Minho representou como sénior: Santa Maria, entre 2010 e 2011, Gil Vicente, entrre 2013 e 2017 e SC Braga, entre 2017 e 2021.Trincão e Pedro Neto também representaram os bracarenses, enquanto Tomás Araújo ingressou no Gil Vicente por empréstimo do Benfica, em 2022/23.

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Vítor Paneira, antigo internacional português em 44 ocasiões natural de Famalicão, enquadra o fenómeno no ciclo natural de gerações. A antiga glória do Benfica realçou a existência de «muito talento» no Minho, região onde perdura o «futebol de rua».

Vítor Paneira foi formado no Famalicão, representou a equipa sénior entre 1984 e 1987 e treinou os minhotos em 2008/09 - Foto: A BOLA

Paneira destacou a qualidade e o resultado do trabalho dos clubes minhotos na formação: «O SC Braga é nesta altura, possivelmente, o terceiro clube com melhor formação no futebol português porque teve um crescimento global em todas as áreas.» A estrutura «altamente profissional» de uma «das maiores escolas do futebol português» formou Pedro Neto, Trincão e Ricardo Velho.

O Minho, ainda assim, é superado no número de internacionalizações. Os jogadores naturais da Área Metropolitana do Porto, Bruno Fernandes, Rúben Neves, e Rui Silva, somam 183 internacionalizações. Os representantes minhotos registam apenas 74. A parca experiência internacional de Tomás Araújo, Ricardo Velho, José Sá e Paulinho ajudam a explicar esta discrepância.

Nota ainda para os jogadores naturais da Península de Setúbal (Ricardo Horta, João Cancelo e Gonçalo Inácio), que somam 74 internacionalizações entre si e para o Algarve que também fornece três atletas à equipa das Quinas: Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes.

O médio do West Ham pode rubricar a estreia pela equipa das Quinas diante de México ou Estados Unidos, tal como Ricardo Velho. Vítor Paneira destaca a oportunidade de ouro para «emergirem novas figuras» no México e EUA, dada a ausência de pesos pesados como Rúben Dias, Bernardo Silva ou Cristiano Ronaldo.