Depois dos três 'grandes', os cinco do Minho são quem mais ordena
Quem já passou pelo Minho, sabe bem que é local de encantos mil, marcado pelo verde e pela água, de serras e rios, por gente guerreira e conquistadora, por vilas e cidades de rara beleza — quem nunca por lá passou, faça o favor de programar um passeio, não se arrependerá.
A combinar com todos estes atributos está o facto de ser também no Minho que se pratica do melhor futebol que se pode ver em Portugal.
Bom exemplo disso mesmo é a recente final da Taça da Liga, entre os dois eternos rivais da região — Vitória de Guimarães (que não gosta de assim ser mencionado, «porque é Vitória Sport Clube») e SC Braga, com o primeiro a bater o segundo por 2-1, depois de ambos terem afastado nas meias-finais os dois grandes de Lisboa — respetivamente, Sporting e Benfica.
Mas há mais a dizer desta gradiosidade futebolística em terras minhotas e está à vista de todos os que olharem para a classificação da Liga Portugal, agora que está concluída a primeira volta. O que se vê não deixa lugar para dúvidas.
Logo a seguir ao pódio, como habitualmente ocupado pelos três grandes (FC Porto, Sporting e Benfica), os cinco lugares que se seguem, ou seja, entre o 4.º e o 8.º postos, são ocupados precisamente pelos cinco clubes do Minho: Gil Vicente, SC Braga, Moreirense, Vitória de Guimarães e Famalicão. E até a pontuação entre eles é muito semelhante.
O que é menos habitual é que o primeiro desse quinteto seja o Gil Vicente, quarto classificado e cujos 28 pontos são recorde histórico no emblema de Barcelos, no qual, sob o comando brilhante de César Peixoto, se destacaram entre outros, dois elementos que, porém, estão de saída: Andrew, a caminho do Flamengo, e Pablo Felipe, já transferido para o West Ham.
Seguem-se SC Braga e Moreirense, com apenas menos um ponto do que os galos.
Os guerreiros do Minho, em grande na UEFA Europa League e que chegaram à final da Taça da Liga, têm estado menos regulares no campeonato, mas, cada vez mais adaptados às ideias de Carlos Vicens, prometem segunda volta de luxo.
Quanto ao Moreirense, com projeto de crescimento sustentado nos últimos anos, recebeu esta época a chegada de Vasco Botelho da Costa que subiu o Alverca e é um dos técnicos com um futebol mais excitante da temporada.
Dois pontos abaixo está o Vitória, que também apostou em técnico que se destacara na Liga 2, Luís Pinto, campeão do escalão pelo Tondela e que, passo a passo, transformou os vimaranenses em verdadeiros Conquistadores, como se viu no inédito triunfo de sábado.
Por fim, o Famalicão, com 23 pontos, fecha o quinteto pós-três grandes. O clube mantém um projeto cada vez mais solidificado e que dá frutos, agora sob o comando de Hugo Oliveira, o mestre de uma série de jovens pérolas prontas a brilhar ainda mais.
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