Rui Rodrigues na primeira sessão de esclarecimento
Rui Rodrigues na primeira sessão de esclarecimento

Rui Rodrigues quer Vitória de Guimarães a lutar pelos lugares cimeiros

Candidato à presidência demonstra ambição na primeira sessão de esclarecimentos com associados e adeptos

Na primeira sessão de esclarecimento da Lista D candidata à presidência do Vitória de Guimarães, realizada na Casa do Povo de Serzedelo, Rui Rodrigues apresentou as linhas mestras do seu projeto para o emblema minhoto, abordando temas como a direção desportiva, a formação e a ambição do clube.

O candidato destacou que a conquista da Taça da Liga, o terceiro troféu nacional em quase 104 anos de história, foi um momento importante, especialmente por ter sido conquistada frente ao «maior rival» e após eliminar o FC Porto e o Sporting. No entanto, Rui Rodrigues foi perentório: «Uma Taça da Liga não nos basta. O nosso lugar é a lutar pelos lugares cimeiros da Liga, é isso que nos permite crescer, ambicionar mais e alcançar os objetivos que este clube merece».

Rodrigues reconheceu que, apesar do triunfo há quatro meses, «o campeonato ficou aquém do que o Vitória tem por obrigação exigir a si próprio», sublinhando a necessidade de lutar consistentemente pelos lugares cimeiros, que considera ser o «patamar» do clube.

No que toca à estrutura do futebol, o candidato revelou que o perfil do diretor desportivo está definido e que existem «conversas avançadas com a pessoa certa». Descreveu o perfil como sendo «alguém com um conhecimento profundo do que é o Vitória, da sua identidade e cultura, que domina a realidade do futebol português e do futebol internacional». Este profissional deverá ser «capaz de construir plantéis competitivos, de identificar e valorizar talento e de tomar decisões com visão».

O papel do presidente, segundo Rui Rodrigues, será o de «pêndulo entre a área desportiva e a área financeira», assegurando o equilíbrio. «Não abrimos mão da ambição desportiva, mas também não prescindimos da solidez financeira», afirmou.

A formação foi apontada como um dos pilares do clube, tanto a nível desportivo como financeiro. «A formação continua a ser a base de tudo e os resultados já se fazem sentir», disse, mencionando um atleta que «já gerou um bom encaixe financeiro» e outros talentos com «múltiplas propostas em cima da mesa». Para o candidato, isto «não é coincidência, é o reconhecimento de que o Vitória é um formador de excelência».

O futebol feminino foi igualmente classificado como uma «aposta estratégica», com um «caminho traçado para o desenvolver».

Por fim, Rui Rodrigues demarcou a sua candidatura, afirmando: «Não somos uma Lista de continuidade, somos uma Lista de evolução. A continuidade faz igual. A evolução sabe o que não correu bem e melhora». Admitiu que «nem tudo correu como deveria no passado recente», mas apresentou-se com «um projeto sólido e com responsabilidade assumida» para o futuro do clube.

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