Belmiro Pinto dos Santos sobre o voto do V. Guimarães na chave de distribuição: «‘Carneirismo’ é para fracos»
A Direção demissionária do Vitória de Guimarães votou a favor da proposta de centralização dos direitos televisivos proposta pela Liga. A notícia foi avançada pela Lista B às eleições (do próximo sábado, dia 13) para a presidência dos minhotos, encabeçada por Júlio Vieira de Castro.
O candidato supramencionado foi o primeiro a pronunciar-se, considerando que a proposta é mais prejudicial do que benéfica para os vimaranenses: «O Vitória deveria ter defendido uma proposta que não continuasse a beneficiar descaradamente quem sempre tirou partido do sistema vigente, que promovesse maior equilíbrio competitivo e maior equidade distributiva, e que salvaguardasse os interesses do clube.»
Posição idêntica foi tomada, depois, por Belmiro Pinto dos Santos. Num comunicado emitido durante a tarde, o concorrente da Lista B afirmou que «a atual Direção decidiu alinhar o seu voto com a proposta objetivamente mais desfavorável aos interesses do clube».
«A decisão constitui uma ostensiva gestão tecnicamente danosa que onerará o clube por muitos anos com prejuízos que se calculam em dezenas de milhões de euros (...) A posição adotada pela direcção do Vitória foi de alinhamento na submissão aos interesses dos poderes instituídos, mas mais preocupante aos interesses dos seus principais rivais desportivos, em ostensivo prejuízo do clube», escreveu, acusando a atual Direção de «carneirismo», que considerou caracterizar «os fracos».
«Este é o exemplo paradigmático que demonstra a absoluta necessidade da urgente mudança de paradigma de gestão interna e externa e de posicionamento e relacionamento com as instâncias do poder», concluiu, aludindo às eleições do próximo sábado, em que, além de Belmiro Pinto dos Santos (Lista A), concorrem Júlio Vieira de Castro (Lista B), Viriato Sampaio (Lista C) e Rui Rodrigues (Lista D).
A comparação (com o SC Braga) de Belmiro Pinto dos Santos
Para que se perceba a gravidade da situação, tendo como exemplo uma classificação equivalente à da época de futebol de 2024/2025, em que o Vitória se classifique em sexto lugar e, por exemplo, o SC Braga em quarto lugar, no ano imediatamente a seguir o Vitória receberá pouco mais de 10 milhões de euros e o nosso principal rival receberá mais de 20 milhões de euros - mais do dobro. Conforme já expressou de forma gloriosa e efusiva o presidente do clube arsenalista: Hoje foi um dia «realmente histórico». Pelo contrário, se tivesse vencido a proposta alternativa apresentada pelo Nacional, o Vitória receberia um valor superior a 14 milhões de euros e o SC Braga apenas 16 milhões de euros. Afigura-se óbvio que o modelo de repartição alternativo apresentado pelo Nacional era claramente mais favorável aos interesses financeiros do Vitória.