Rui Borges muda de estratégia e vai com tudo para cima do Bodo/Glimt
Fato de gala em busca de um verdadeiro… milagre. O plantel leonino, após dois dias de folga, retomou ontem os trabalhos com o foco apontado à partida da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, diante do Bodo/Glimt. A tarefa é hercúlea. Só um leão ao melhor nível, capaz de assinar uma das melhores noites europeias da sua história, com capacidade para inverter uma desvantagem de 0-3, permitirá manter os leões na prova milionária.
A mensagem passada ao grupo neste regresso, ao que foi possível apurar, foi clara: é preciso limpar a cabeça, reagir e dar outra imagem neste jogo em Alvalade. Bem mais positiva, com renovadas ambições, sem perder de vista a ténue esperança numa passagem aos quartos da competição. Procurando blindar o grupo ao ruído externo dos últimos dias — pelo período eleitoral e pelas críticas à exibição na Noruega — e colocar o foco totalmente neste jogo.
Nesse sentido, Rui Borges não vai tirar o pé do acelerador e vai mesmo recuperar aquele que é visto, quase que podemos dizer, como o onze de gala do leão. Com todas as peças mais utilizadas esta época, o mesmo será dizer, com Maxi Araújo e Pedro Gonçalves, uma dupla com uma reentrada direta no onze após falhar a partida da Noruega. Entram para os lugares de Vagiannidis e Luís Guilherme, assim como Morita que deverá regressar ao meio-campo em detrimento de João Simões.
QUATRO BAIXAS CONFIRMADAS
Fora das contas, por lesão, continuam Ioannidis, Kochorashvili, Ricardo Mangas e Quenda. Um quarteto que esteve ausente no regresso dos trabalhos que teve como novidade a chamada de Samuel Justo, médio de 21 anos que tem evoluído na equipa B. E se este ainda espreita uma chamada... é certa a continuidade dos jovens Flávio Gonçalves e Rafael Nel no lote de convocados.