Rui Borges considerou não ter condições para orientar mais o Sporting
Rui Borges foi chamado, na tarde de domingo, aos escritórios da SAD leonina no Estádio José Alvalade para negociar a rescisão do contrato válido até 2028. Segundo apurou A BOLA, a intenção inicial da administração verde e branca passava por manter o treinador no banco na terça-feira, diante do Shakhtar Donetsk, para a Champions.
O técnico de 45 anos recusou o cenário por entender que não existiam condições para o fazer, convicto de que o processo não decorreu com a devida lisura após ter tido conhecimento prévio de contactos adiantados dos dirigentes com Paulo Fonseca.
Para Rui Borges, mesmo que cumprisse o jogo 100 pelo Sporting em Londres, não fazia sentido apresentar-se como técnico a prazo num compromisso europeu de elevada exigência, no qual uma vitória leonina representaRÁ um passo de gigante rumo ao apuramento. Desta forma, o último encontro que orientou a equipa foi diante do Casa Pia, na sexta-feira.
Perante o impasse, a SAD liderada por Frederico Varandas entregou o comando interino a Tiago Fernandes, que orientará a equipa em Stamford Bridge. O filho do histórico Manuel Fernandes assume a responsabilidade na sequência da campanha positiva na equipa B: no sábado, os bês venceram o Leixões por 2-1 e consolidaram a liderança isolada da Liga 2.
As bases para a cessação do vínculo de Rui Borges estão acordadas, restando limar aspetos contratuais de pormenor. Ponto assente é que, tal como anunciado em comunicado oficial emitido ao início da noite de domingo, o ciclo do treinador em Alvalade terminou. O transmontano, de resto, já se despediu do plantel através de uma mensagem partilhada no grupo de WhatsApp dos jogadores.
Em Londres, Tiago Fernandes terá a seu lado uma equipa técnica interina composta por elementos da estrutura: Luís Neto, Gonçalo Álvaro, Tiago Ferreira e Hugo Tecelão.
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