Ralf Schumacher indignado com ameaças de morte «vergonhosas»
O antigo piloto de Fórmula 1, Ralf Schumacher, apelou veementemente a que sejam tomadas medidas legais contra os adeptos que enviam ameaças de morte a pilotos, descrevendo a situação como «triste e vergonhosa». O apelo surge na sequência de uma onda de assédio online dirigida a Esteban Ocon, piloto da Haas, após uma colisão com Franco Colapinto, da Alpine, no Grande Prémio da China.
O incidente em pista, pelo qual Ocon assumiu total responsabilidade e pediu desculpas pessoalmente a Colapinto, desencadeou uma série de ataques virulentos. Apesar do gesto de desportivismo, o piloto francês e a sua equipa foram alvo de mensagens de ódio, incluindo ameaças de morte.
A situação levou a Bullet Sports Management, agência que representa Colapinto, a emitir um comunicado público. «Por favor, não enviem ódio ou ameaças de morte ao Esteban, à sua família ou à equipa Haas F1. Isso não irá anular o acidente e apenas reflete mal nos fãs do Franco. Obrigado por manterem o apoio positivo e respeitoso!», lia-se na nota divulgada nas redes sociais.
Ralf Schumacher, vencedor de seis Grandes Prémios entre 1997 e 2007, condenou veementemente estas ações durante a sua participação no podcast «Backstage Pit Lane».
🚨 RALF SCHUMACHER CONDEMNS DEATH THREATS FROM COLAPINTO FANS.
— Motorsportive (@MotorsportiveHQ) March 23, 2026
After the Chinese GP clash, fans sent threats to Esteban Ocon.
👉 Schumacher calls it 'SHAMEFUL' and suggests legal action.
Colapinto's management urges calm amid growing fanbase toxicity. pic.twitter.com/IGgML9n6Ft
«Penso que é, na verdade, muito triste e vergonhoso. Isto simplesmente não pertence à Fórmula 1. As pessoas deviam olhar para isso. Talvez devessem também ponderar tomar medidas legais contra tipos como esses. Isto simplesmente não pode ser feito. Violência, ou incitamento à violência através da internet, não creio que haja espaço para isso em lado nenhum do mundo», declarou o alemão.
Schumacher comentou ainda o comportamento de alguns adeptos em torno de Colapinto, destacando a intensidade emocional frequentemente associada aos fãs argentinos. «Sempre os vi como uma família incrivelmente simpática. Mas em torno de Colapinto, pelo menos na internet, não importa quem se mete no caminho ou o critica de alguma forma; são insultados ou ameaçados das formas mais terríveis».
Este não é um caso isolado no desporto automóvel. Jack Doohan, antecessor de Colapinto na Alpine, revelou na mais recente temporada da série «Drive to Survive» da Netflix que também foi alvo de ameaças de morte em maio do ano passado. «Tive de ligar à minha escolta policial para vir e controlar a situação», contou Doohan, após receber seis ou sete e-mails com ameaças de violência extrema.
A Federação Internacional do Automóvel (FIA) já manifestou a sua preocupação. O presidente, Mohammed Ben Sulayem, que lidera a campanha «Unidos Contra o Abuso Online» desde que assumiu o cargo em 2021, emitiu um comunicado onde sublinha que «o desrespeito, o assédio e o ódio não têm lugar no desporto».