Patrice Lagisquet, selecionador nacional de râguebi - Foto: IMAGO

Râguebi: Patrice Lagisquet sonha com uma vitória

Selecionador nacional fez nesta tarde de domingo o rescaldo do empate (18-18) de sábado frente à Geórgia e admite querer mais

No rescaldo do empate de sábado frente à Geórgia, jogo da terceira jornada do Grupo C do Campeonato do Mundo que se realiza em França, Patrice Lagisquet, selecionador nacional, assumiu nesta tarde de domingo que quer que os lobos «continuem a sonhar com uma vitória», advertindo, porém, que os adversários que seguem, Austrália (domingo, 1 de outubro, 16.45 horas) e Fiji, são de outro calibre.

«Mesmo que continue a sonhar com uma vitória, e quero que os jogadores continuem a sonhar com isso, sei que uma equipa como a Austrália joga um râguebi muito realista, organizado e não oferece espaços»

«Mesmo que continue a sonhar com uma vitória, e quero que os jogadores continuem a sonhar com isso, sei que uma equipa como a Austrália joga um râguebi muito realista, organizado e não oferece espaços. Foi o que fizeram contra a Geórgia, vai ser difícil conseguirmos fazer o mesmo jogo que contra o País de Gales», analisou o treinador francês aos jornalistas presentes em Toulouse.

Reconhecendo que a Austrália «não parece tão forte como num passado mais recente» por força da aposta numa «nova geração de jogadores», Lagisquet lembrou que o adversário do próximo domingo «continua a ser uma nação muito forte no râguebi, uma equipa muito física e com grandes jogadores».

«Conheço a Austrália e a sua fisicalidade. Também tem jogadores muito rápidos, a sua defesa é muito forte e vai ser muito difícil para nós ganhar metros. Se quisermos ser competitivos contra eles, temos de ser muito mais fortes do que fomos com a Geórgia», vincou.

«Disse aos jogadores {após o empate de sábado frente à Geórgia] que devem estar orgulhosos do que fizeram, ainda que a primeira parte não tenha sido boa. Nunca é fácil jogar dois jogos deste nível numa semana e a capacidade que tiveram para reagir na segunda parte foi muito boa»

Sobre o jogo do último sábado, o selecionador voltou a salientar que a exibição na primeira parte «não podia ter sido pior», mas sublinhou que também «houve aspetos muito positivos». «Disse aos jogadores que devem estar orgulhosos do que fizeram, ainda que a primeira parte não tenha sido boa. Nunca é fácil jogar dois jogos deste nível numa semana e a capacidade que tiveram para reagir na segunda parte foi muito boa».

Para o futuro, o francês quer que a equipa corrija os «erros» e que melhore a «organização e o ritmo». «Não estamos a ser capazes de marcar quando chegamos aos últimos 22 metros do adversário. Temos de ser mais eficientes nessa zona crítica se queremos mesmo competir e ganhar jogos do nível dos dois últimos», concluiu Lagisquet.