Râguebi: Austrália eliminada do Mundial
O duelo País de Gales-Austrália (3.ª jornada do Grupo C, o de Portugak, no França-2023) era «provavelmente o jogo mais importante» da vida do râguebi australiano em Campeonatos do Mundo, assim como para o resto da vida de Eddie Jones enquanto selecionador australiano. Era, mas todos os sonhos dos Wallabies viraram um pesadelo para o país e para o treinador nascido em Burnie, na ilha da Tasmânia, Austrália.
«Se não atingirmos os quartos de final pela primeira vez num campeonato do mundo, é tremendo. As consequências são grandes», avisou, antes do jogo, ao site da World Rugby, Tim Horan, bicampeão mundial pela Austrália (país que recebe o próximo Mundial, em 2027) nos dois únicos títulos conquistados pela seleção australiana.
O prenúncio do ex-Wallabie antecipou o que se iria passar no embate com o País de Gales, o oitavo entre as duas nações em 10 edições de mundiais.
A Austrália sofreu uma derrota histórica por 40–6 (16-6, ao intervalo), diz adeus ao França-2023 e não segue para os quartos de final, o que acontece pela primeira vez no historial do mundial da bola oval.
Por outro lado, é a vitória galesa pela maior margem de sempre em qualquer competição e o terceiro triunfo dos Dragões Vermelhos (venceram para a medalha de bronze em 1987, e na fase de grupos, no Japão-2019) em Campeonatos do Mundo frente aos Wallabies.
Apitado por Wayne Barnes, o mais internacional árbitro (22 jogos) em mundiais e detentor do recorde de torneios (5), na estreia de Lyon na prova, à entrada de rompante dos galeses – ensaio de Gareth Davies convertido por Dan Biggar – responderam os australianos com duas penalidades (Ben Donaldson) que colocavam o marcador em 7-6 aos 15 minutos.
A lesão prematura de Biggar, o melhor pé dos Dragões Vermelhos, a que se seguiu o primeiro chuto aos postes falhado por Gareth Anscombe, jogador nascido na Nova Zelândia e naturalizado galês pela mão de Warren Gatland, selecionador do País de Gales, deu uma esperança de pouca dura a uma Austrália de Eddie Jones debaixo de fogo a nível interno.
Anscombe falhou esse chuto frontal aos 19 minutos, mas só voltaria a ser infeliz no cair do pano, aos 79 minutos, ao falhar a conversão a seguir ao ensaio de Jac Morgan. Pelo meio, converteu um pontapé de transformação (49’), seis penalidades (21', 29', 39', 43', 52', 60') e um pontapé de drop (70'). Tudo somado, 23 pontos.
"Put a bow on it"
— Rugby World Cup (@rugbyworldcup) September 24, 2023
The try that put the finishing touches on a great Welsh display #RWC2023 | #WALvAUS pic.twitter.com/B9S8YWf2bU
The try that got the ball rolling for Wales in the second half
— Rugby World Cup (@rugbyworldcup) September 24, 2023
That Gareth Anscombe × Nick Tompkins combo working a treat#RWC2023 | #WALVAUS pic.twitter.com/xpblxbjRBl
Um dado estatístico que fez do camisola 22 o Homem do Jogo. «Dan Bigger significa muito para esta equipa, é um verdadeiro líder espiritual. Sabia que tinha que simplesmente entrar e cumprir meu papel e era nisso que estava focado», disse Gareth Anscombe.
«Não tenho muito a dizer, estou envergonhado pelo povo australiano. Temos que recuperar para a próxima semana. Esta dói»
David Porecki, capitão da Austrália, foi parco em palavras na flash-interview. «Não tenho muito a dizer, estou envergonhado pelo povo australiano. Temos que recuperar para a próxima semana. Esta dói», sentenciou, antes da despedida oficial da seleção australiana, a 1 de outubro, frente a Portugal.